Dados divulgados pelo governo federal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apontam que 2025 marcou o melhor desempenho no enfrentamento ao trabalho infantil dos últimos oito anos.
Segundo a Auditoria Fiscal do Trabalho, 4.318 crianças e adolescentes foram retirados de atividades irregulares em todo o país ao longo do ano.
A maior parte dos casos, cerca de 80%, envolvia as chamadas piores formas de trabalho infantil, caracterizadas por situações que colocam em risco a saúde, a segurança e o desenvolvimento dos menores.
O levantamento nacional mostra que Minas Gerais liderou o número de afastamentos, com 830 registros, seguido por São Paulo, com 629, e Mato Grosso do Sul, com 235.
Na outra ponta do ranking aparecem estados com menor número de ocorrências identificadas pelas equipes de fiscalização, entre eles o Acre, com um caso, além de Amapá e Tocantins.
De acordo com o MTE, os resultados são atribuídos à implementação de um projeto estruturante de alcance nacional, voltado ao fortalecimento das ações de inspeção do trabalho.
A estratégia tem como base o uso de dados para direcionar operações, o desenvolvimento de novas metodologias de intervenção e o aprimoramento da gestão das atividades fiscalizatórias.
Entre as medidas adotadas está a consolidação do Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Infantil, que passou a contar, pela primeira vez, com equipe fixa e atuação em todo o território brasileiro.
As operações priorizam regiões e setores econômicos com maior incidência dessa violação de direitos.
Além do afastamento imediato das vítimas, as ações são articuladas com outras políticas públicas para garantir o encaminhamento das crianças e adolescentes à rede de proteção social.
Conforme o governo federal, o objetivo é assegurar acesso a serviços essenciais e reforçar o compromisso do Estado com a erradicação do trabalho infantil no país.