A Justiça do Amazonas determinou, neste sábado (14), a prisão preventiva do piloto da embarcação Lima de Abreu XV, que naufragou na tarde de sexta-feira (13/2) na região do Encontro das Águas, em Manaus. A tragédia deixou duas pessoas mortas e sete desaparecidas.
Piloto havia pago fiança e sido liberado
O comandante da lancha, Pedro José da Silva Gomes, de 42 anos, chegou a ser preso no dia do acidente, mas foi liberado após pagamento de fiança. Com a nova decisão judicial, ele deverá retornar ao sistema prisional.
De acordo com a decisão, a ordem determina que a autoridade policial efetue a prisão e mantenha o investigado à disposição do juízo responsável pelo caso.
Investigação apura homicídio culposo
O piloto é investigado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O inquérito está sob responsabilidade da Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
As circunstâncias do naufrágio ainda estão sendo apuradas pelas autoridades.
Naufrágio deixou mortos e desaparecidos
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, cerca de 80 pessoas estavam a bordo no momento do acidente.
2 mortes confirmadas
7 pessoas desaparecidas
71 sobreviventes resgatados
As vítimas fatais foram identificadas como Samila de Souza, de 3 anos, e Lara Bianca, de 22.
A Marinha do Brasil também atua nas investigações e nas buscas pelos desaparecidos.
Vídeos mostram momento de tensão
Imagens que circularam nas redes sociais após o naufrágio mostram passageiros — incluindo crianças — usando coletes salva-vidas e aguardando socorro em botes.
Um dos casos que mais repercutiram foi o resgate de um bebê prematuro, encontrado com vida dentro de um cooler durante a operação de salvamento.
Buscas continuam na região
As equipes de resgate seguem mobilizadas na área do Encontro das Águas. As autoridades trabalham para localizar os desaparecidos e esclarecer as causas do acidente.