Os abates de bovinos, suínos e frangos apresentaram aumento no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior em Rondônia. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo levantamento oficial da produção pecuária.
O abate de suínos foi de 14,77 milhões de cabeças no 4° trimestre de 2025, com aumento de 2,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e redução de 6,6% em comparação ao 3° trimestre de 2025. Em relação ao abate de frangos, foram 1,69 bilhão de cabeças, resultado 3,9% superior ao obtido no trimestre equivalente do ano anterior, mas 0,2% menor em relação ao verificado no 3º trimestre de 2025.
O economista Avenilson Trindade analisou os dados e, segundo ele, o avanço do setor está diretamente ligado ao aumento da demanda. “O crescimento da agricultura depende do aumento da demanda por pelo menos três motivos: aumento da população, aumento da renda ou das exportações”, explicou.
Segundo ele, dois desses fatores tiveram peso direto no desempenho recente. “Tiver pelo menos dois: renda e exportação. Suíno e frango foram mais focados no consumo interno e a carne bovina teve alta por conta do aumento das exportações”, detalhou.
Apesar do crescimento geral, o especialista destacou que o desempenho do setor suinícola ainda é considerado modesto. “O crescimento suíno ainda foi residual; nossa cultura precisa incluir mais o suíno na mesa”, afirmou.
O crescimento nos abates é visto como um indicador positivo da atividade pecuária na região, respondendo à demanda interna e ao desempenho do setor produtivo. A elevação no volume de animais processados contribui para o fortalecimento da cadeia produtiva, impactando positivamente fornecedores, frigoríficos e demais elos envolvidos no setor.
Especialistas destacam que fatores como melhor manejo dos rebanhos, clima favorável e maior comercialização podem ter influenciado o desempenho observado no período. A movimentação econômica associada ao aumento do abate também beneficia o mercado de insumos e serviços ligados à agropecuária.
Os números apontam para uma tendência de crescimento contínuo na produção de carnes no estado, reforçando a importância da pecuária como um dos pilares da economia regional. Produtores e autoridades acompanham o desenvolvimento do setor para orientar políticas públicas e estratégias de mercado que garantam sustentabilidade e competitividade no longo prazo.