Quem é Augusto Lima? Ex-sócio de Vorcaro tem bens indisponíveis após liquidação do Banco Pleno

O empresário Augusto Ferreira Lima voltou ao centro das investigações do sistema financeiro após novas medidas adotadas pelo Banco Central nesta quarta-feira (18)
Redação NC News
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O empresário Augusto Ferreira Lima voltou ao centro das investigações do sistema financeiro após novas medidas adotadas pelo Banco Central nesta quarta-feira (18).

Ele é ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, instituição que já havia sido liquidada extrajudicialmente pela autoridade monetária em novembro de 2025.

Agora, o nome de Lima aparece novamente após a liquidação do Banco Pleno e da Pleno DTVM, decisão que veio acompanhada da determinação de indisponibilidade de bens.

Banco Central determina bloqueio após liquidação

O Banco Central do Brasil anunciou a liquidação extrajudicial das instituições financeiras ligadas ao empresário e determinou restrições patrimoniais aos envolvidos.

A medida ocorre em meio a desdobramentos de investigações que atingem nomes ligados ao mercado financeiro nacional e que já haviam sido impactados por decisões anteriores da autoridade reguladora.

Prisão na Operação Compliance Zero

Augusto Lima foi preso em novembro durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

A investigação apura a suposta emissão e negociação de títulos de crédito fraudulentos envolvendo instituições do Sistema Financeiro Nacional. O caso ganhou repercussão após atingir empresários e operadores ligados a operações de grande porte.

Cobrança milionária na Justiça de São Paulo

Além da investigação criminal, o empresário também enfrenta disputa judicial. Em dezembro de 2025, foi protocolada no Tribunal de Justiça de São Paulo uma cobrança de R$ 247 milhões.

A ação envolve garantias prestadas em uma operação de emissão de debêntures no valor de R$ 470 milhões para a DV Holding. Segundo os autores do processo, os responsáveis teriam assumido fiança solidária na transação.

Acusação de blindagem patrimonial

A família Rezende Barbosa, ex-controladora do Banco Voiter, acusa Lima de estruturar empresas com o objetivo de proteger ativos imobiliários. A estratégia teria sido utilizada, segundo a ação, como forma de blindagem patrimonial.

Bloqueio anterior de R$ 112 milhões

Antes mesmo da prisão, a Justiça paulista já havia determinado bloqueio de bens do empresário em abril de 2025. À época, foram identificados R$ 112 milhões aplicados em conta vinculada à Reag Trust DTVM — fundo que posteriormente também entrou em processo de liquidação.

Caso Banco Master amplia crise no sistema financeiro

O nome de Augusto Lima passou a ganhar projeção nacional após a crise que culminou na liquidação do Banco Master, também determinada pelo Banco Central em 2025.

Com novos desdobramentos envolvendo o Banco Pleno e investigações em andamento, o caso segue impactando o mercado financeiro e pode gerar novos capítulos judiciais nos próximos meses.

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