Servidores públicos viram alvo da PF e ficam impedidos de entrar na Receita e no Serpro

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, quatro servidores passaram a ter acesso restrito aos locais e sistemas onde atuavam
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A Polícia Federal (PF) apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas envolvendo autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF), do procurador-geral da República e familiares.

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, quatro servidores passaram a ter acesso restrito aos locais e sistemas onde atuavam.

A decisão integra medidas do chamado Inquérito das Fake News.

Servidores ficam proibidos de acessar órgãos

Conforme a ordem judicial, os investigados não podem entrar nas dependências do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) nem da Receita Federal do Brasil. Eles também estão impedidos de utilizar sistemas e bases de dados dos órgãos.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela PF nesta terça-feira (17).

Quem são os investigados

O grupo é composto por quatro servidores públicos com atuação em unidades da Receita Federal em diferentes estados. Veja:

Luiz Antônio Martins Nunes

  • Cargo: técnico do Serpro
  • Lotação: Delegacia da Receita no Rio de Janeiro
  • Salário: R$ 12.778,82
  • Ingresso: 22/4/1981

Luciano Pery Santos Nascimento

  • Cargo: técnico do Seguro Social
  • Lotação: Delegacia da Receita em Salvador
  • Salário: R$ 11.517,49
  • Ingresso: 25/1/1983

Ruth Machado dos Santos

  • Cargo: técnico do Seguro Social
  • Lotação: Delegacia da Receita em Santos
  • Salário: R$ 11.128,16
  • Ingresso: 15/4/1994

Ricardo Mansano de Moraes

  • Cargo: auditor-fiscal da Receita Federal
  • Lotação: Delegacia da Receita em São José do Rio Preto
  • Salário: R$ 38.261,86
  • Ingresso: 27/11/1995

STF aponta acessos sem justificativa funcional

Segundo informações divulgadas pelo STF, as apurações preliminares identificaram um conjunto de acessos a dados fiscais que não apresentou justificativa de trabalho.

Entre os casos sob suspeita está a quebra indevida do sigilo fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, além do acesso irregular a informações de um familiar de outro integrante da Corte.

Possível crime de violação de sigilo

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), os registros indicam, em análise inicial, possível enquadramento no artigo 325 do Código Penal, que trata da violação de sigilo funcional.

O Supremo também destacou que a divulgação fragmentada de dados sensíveis pode ter sido usada para gerar suspeitas artificiais contra autoridades públicas.

Investigações continuam

A Polícia Federal segue aprofundando as diligências para esclarecer a extensão dos acessos e eventual responsabilização dos envolvidos. Novas medidas não estão descartadas.

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