Ex-presidente da Coreia do Sul recebe prisão perpétua por tentativa de insurreição; entenda

A sentença é considerada um dos episódios mais contundentes da política recente do país asiático
Redação NC News
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O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol foi condenado à prisão perpétua após decisão da Justiça da Coreia do Sul nesta quinta-feira (19). O tribunal entendeu que o ex-mandatário abusou da autoridade e liderou uma insurreição ao decretar lei marcial no fim de 2024.

A sentença é considerada um dos episódios mais contundentes da política recente do país asiático.

Tribunal vê ameaça à democracia

Segundo os magistrados, a imposição da lei marcial representou risco direto à ordem constitucional e às instituições democráticas.

Promotores chegaram a pedir a pena de morte, punição prevista na legislação local para casos de insurreição. No entanto, a Corte optou pela prisão perpétua.

Apesar de a pena capital ainda existir no país, a última execução ocorreu em 1997.

Entenda o que levou à condenação

A crise começou em 3 de dezembro de 2024, quando Yoon anunciou, em rede nacional, a decretação de lei marcial sem aviso prévio.

A medida provocou forte reação política. Poucas horas depois, a Assembleia Nacional da Coreia do Sul votou para derrubar o decreto.

Pressionado, o então presidente revogou a decisão no mesmo dia.

Argumentos da defesa

Durante o processo, Yoon negou irregularidades. O ex-presidente afirmou que agiu dentro das prerrogativas do cargo e que a medida buscava preservar a estabilidade institucional.

A defesa sustentou ainda que a iniciativa não configurou uma lei marcial plena, mas sim uma ação emergencial diante do impasse político.

Caso ainda pode ter novos desdobramentos

A expectativa é que o ex-presidente apresente recurso contra a condenação. O processo pode avançar até a Suprema Corte sul-coreana.

O tribunal também deve analisar outras acusações relacionadas ao episódio, incluindo a suposta ordem para mobilização de tropas contra o Parlamento.

O caso segue repercutindo e mantém o ambiente político do país sob forte tensão.

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