O Acre iniciou 2026 entre os estados brasileiros que não possuem recursos livres suficientes em caixa para honrar compromissos antigos e assumir novas despesas.
A informação consta no Relatório de Gestão Fiscal (RGF) referente ao último quadrimestre de 2025, documento encaminhado ao Tesouro Nacional pelos próprios governos estaduais.
O indicador considera a chamada disponibilidade de caixa líquida com recursos não vinculados, aqueles que não têm destinação obrigatória definida por lei.
Estar com o caixa insuficiente no começo do ano representa um sinal de alerta, especialmente por se tratar do último ano de mandato dos governadores.
Pela legislação fiscal, gestores ficam impedidos de criar novas despesas sem cobertura financeira e não podem deixar dívidas para os sucessores.
Nesse cenário, o equilíbrio das contas se torna ainda mais decisivo para evitar sanções e restrições administrativas.
Além do Acre, também aparecem na lista estados como Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Alagoas, Rio Grande do Sul e Tocantins, além do Distrito Federal.
Entre eles, Minas apresenta o quadro mais grave, com déficit bilionário. Já o Rio Grande do Norte também enfrenta dificuldades adicionais por ultrapassar o limite de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
No caso acreano, o desafio agora é reorganizar o fluxo financeiro ao longo de 2026, garantindo o funcionamento da máquina pública sem ampliar o endividamento.
O resultado apresentado no relatório não significa paralisação imediata de serviços, mas impõe ao governo estadual maior rigor no controle de despesas, priorização de investimentos e busca por alternativas para recompor a saúde fiscal até o encerramento do mandato.