O Acre figura na 15ª colocação do Índice de Retorno ao Bem-Estar da Sociedade (Irbes), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
O levantamento, em sua terceira edição, analisa como os estados brasileiros aplicam os tributos próprios na melhoria da qualidade de vida da população, com base em dados consolidados de 2022.
O estudo considera dois pilares, como a carga tributária estadual e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Embora ambos entrem na conta, o IDH tem peso decisivo, 85% da metodologia, por refletir mais diretamente as condições de vida que o poder público proporciona à sociedade. A carga tributária corresponde aos 15% restantes, desconsiderando repasses federais.
Neste ano, o ranking manteve o Distrito Federal na liderança nacional, seguido por São Paulo e Rio de Janeiro.
Apesar da estabilidade no topo, alguns estados tiveram movimentações expressivas: Rondônia saltou oito posições em relação ao levantamento anterior, enquanto o Pará caiu dez colocações.
O Acre, que no ano passado ocupava a 14ª posição, aparece agora um degrau abaixo, com pontuação de 166,00.
Mesmo com a leve queda, permanece entre os melhores colocados da Região Norte, ficando atrás apenas do Amapá.
A lista completa evidencia desigualdades históricas entre as unidades da Federação, mas também mostra avanços regionais pontuais.
Segundo o IBPT, o objetivo do Irbes é fornecer um retrato de como a arrecadação estadual se converte (ou não) em bem-estar social, permitindo que gestores e cidadãos acompanhem de forma mais clara o retorno dos impostos pagos.