A Polícia Civil de Roraima (PCRR) realizou a exumação, na segunda-feira (1), do corpo de uma mulher de 41 anos para aprofundar a investigação sobre a real causa de sua morte.
Embora o atestado de óbito registrasse infarto do miocárdio relacionado ao consumo excessivo de álcool, novas suspeitas de envenenamento levaram a Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) a solicitar a medida judicial.
A Justiça concedeu a autorização após surgirem elementos que apontam para a necessidade de exames mais detalhados. Assim, a investigação retorna à fase pericial para confirmar ou descartar a hipótese de feminicídio.
Família questiona causa da morte
A dúvida sobre o que realmente aconteceu surgiu quando os familiares procuraram a polícia e alegaram que a vítima poderia ter sido envenenada.
Eles afirmam que o comportamento e a saúde da mulher, nos dias que antecederam a morte, levantaram suspeitas que a análise inicial não considerou.
Com a denúncia, a Delegacia Geral de Homicídios (DGH) transferiu o caso para a DEAM por envolver possível violência de gênero.
De acordo com a delegada Carla Gabriella Paullain, esta é a primeira vez que a unidade solicita uma exumação em Roraima.
Peritos coletam material
Durante o procedimento, realizado no Cemitério Campo da Saudade, peritos do Instituto de Medicina Legal (IML) recolheram novas amostras biológicas.
O objetivo é verificar se há vestígios de substâncias tóxicas que indiquem intoxicação dolosa.

Ademais, a mãe, a irmã e o cunhado da vítima acompanharam a exumação, que aconteceu exatamente um ano após o enterro.
Para eles, a reabertura do caso representa a chance de esclarecer um episódio que sempre consideraram suspeito.
Laudo será decisivo para possível indiciamento
A delegada Carla Gabriella Paullain explica que o material coletado passará agora por análise laboratorial. O resultado, ainda em elaboração, definirá os próximos passos do inquérito.
“Com os novos exames, poderemos verificar se existe base técnica para indiciar ou não o suspeito por feminicídio”, afirmou.
Portanto, caso os peritos confirmem o envenenamento, a polícia deve formalizar o indiciamento e avançar para a conclusão da investigação. Até lá, o caso segue sob sigilo e em andamento.