O Grupo Norte de Comunicação lançou uma nova série de entrevistas com personalidades da política do Amazonas, e o primeiro convidado foi o vice-governador do estado, Tadeu de Souza.
A conversa, conduzida pelo jornalista Álvaro Má Corado, abordou desde a trajetória pessoal do político até bastidores de articulações partidárias para 2026.
Logo no início, Tadeu destacou que sua transição para a política foi marcada por propósito e continuidade do serviço público.
Formado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e procurador de Estado de carreira, ele lembrou que passou por diversos cargos técnicos antes de assumir a vice-governadoria.
“Eu vim da escola pública, da universidade pública, do concurso público. Sempre fui alguém do serviço. Antes da política, eu já servia. Depois da política, continuarei servindo”, afirmou.
Tadeu também comentou sobre expectativas e desafios de um ambiente político marcado por interesses diversos.
“O que não é natural é deixar que a gestão pública seja capturada por questões ideológicas. A gente está aqui para diminuir sofrimento e realizar sonhos.”
2026 no horizonte: bastidores das conversas partidárias
Ao longo da entrevista, o vice-governador falou abertamente sobre as movimentações partidárias em torno do seu nome — hoje considerado um dos mais cotados para a sucessão estadual.
Ele confirmou diálogos com Avante, PL, PDT e União Progressista, além de citar que ainda não tomou decisão.
“Converso desde janeiro com lideranças nacionais e regionais. Isso é legítimo. Mas não estou a serviço de grupos políticos.”
Sobre assédio partidário, ele reconheceu o interesse.
“É natural que exista essa movimentação. Mas quero ser lembrado como alguém que trouxe planejamento e método para a política.”
Embora não tenha revelado preferência, afirmou ter boa relação com todas as siglas com as quais conversou e destacou que evita alinhar-se à polarização.
Relação com o prefeito David Almeida: ‘É um pouco de tudo’
Em um dos momentos mais diretos da entrevista, Tadeu foi perguntado sobre sua relação com o prefeito de Manaus, David Almeida, com quem mantém vínculo histórico.
O vice-governador descreveu a relação como múltipla: emocional, familiar, de amizade e de liderança. Mas fez questão de estabelecer um limite.
“Não transforma automaticamente em compadrio. O interesse é público. Não posso permitir que qualquer projeto pessoal utilize a cadeira de governador.”
Ele também deixou claro que não se vê como alguém subserviente.
“Honro, sou grato, mas sou vinculado ao dever.”
Relação com o governador Wilson Lima: “Muito respeito pessoal e institucional”
Tadeu também comentou sobre sua convivência com o governador Wilson Lima, com quem divide a gestão há três anos.
“Tenho respeito institucional e pessoal. Nunca fui alguém de polemizar. Sempre estive disposto a resolver problemas.”
Segundo ele, ambos possuem trajetórias e responsabilidades distintas, e isso faz parte do processo democrático.
Ao longo da entrevista, Tadeu de Souza reforçou que pretende ser reconhecido por trazer visão técnica à política.
Ele cita, por exemplo, a necessidade de pensar a longo prazo, garantir qualidade no serviço público e priorizar demandas de quem vive na ponta.
“A população não quer saber de polêmicas. Quer ônibus que chegue, segurança na rua, internet no interior para estudar. É nisso que quero focar.”
Assista à entrevista completa: