Leoa volta ao recinto dias depois de matar jovem que invadiu área do zoológico

A equipe de veterinários, biólogos e zootecnistas reforçou que o comportamento da leoa foi uma reação instintiva diante da invasão
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A leoa Leona voltou ao seu recinto no Parque Arruda Câmara, em João Pessoa, nesta quinta-feira (4), encerrando o período de observação iniciado após o ataque ocorrido no último domingo (30), quando um jovem de 19 anos morreu ao invadir o espaço do animal.

Leoa retoma rotina após monitoramento

Imagens divulgadas pelo zoológico mostram Leona sendo reintegrada ao ambiente de forma controlada. A equipe técnica relatou que a felina entrou calmamente no recinto, analisou o espaço e apresentou comportamentos dentro da normalidade para sua espécie.

“Leona está, aos poucos, voltando ao seu recinto. Chegou devagar, observou cada detalhe e foi acolhida no espaço que é dela”, informou a administração do zoológico.

Jovem morto invadiu área restrita

O caso ganhou ampla repercussão depois que Gerson de Melo Machado, conhecido como “Vaqueirinho”, acessou ilegalmente o recinto ao escalar estruturas de segurança, inclusive um muro de mais de seis metros e uma árvore que dava acesso ao local restrito.

Visitantes que estavam próximos registraram o momento em que Leona atacou o invasor. Segundo o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC), o jovem morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado pelos ferimentos profundos. A prefeitura informou que ele tinha transtornos mentais.

Zoo descarta sacrifício e reforça reação instintiva

Após o incidente, Leona apresentou sinais de estresse, mas não precisou ser sedada. Veterinários e biólogos do parque afirmaram que a reação do animal foi instintiva, já que houve uma invasão direta ao seu território.

O zoológico reforçou que não há qualquer possibilidade de sacrifício da leoa.

Histórico da leoa e investigações em andamento

Nascida na Bica em 2006, Leona vive sozinha desde a morte de um leão com o qual conviveu por anos. Uma tentativa de convivência com outra fêmea foi realizada anteriormente, mas não teve êxito.

O parque segue com as atividades suspensas. A Prefeitura de João Pessoa abriu uma investigação para apurar eventuais falhas de segurança, enquanto o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB) solicitou esclarecimentos e formará uma comissão para avaliar as condições estruturais do zoológico.

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