A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), confirmou nesta quarta-feira (21) que será pré-candidata ao Senado Federal pelo Paraná nas eleições deste ano.
O anúncio foi feito por meio das redes sociais, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva.
“Reafirmei meu compromisso de fortalecer, no Paraná, o projeto liderado pelo presidente Lula. Sou pré-candidata ao Senado Federal”, escreveu a ministra.
Deputada federal licenciada, Gleisi Hoffmann tinha como plano inicial disputar a reeleição à Câmara dos Deputados.
No entanto, aliados da ministra afirmam que a mudança de estratégia ocorreu após um pedido direto do presidente Lula, que busca nomes considerados fortes para a disputa ao Senado.
A movimentação faz parte da estratégia do Palácio do Planalto para ampliar a base governista na Casa Legislativa.
Antes do anúncio de Gleisi, o PT do Paraná já havia lançado o nome de Enio Verri, diretor-geral de Itaipu Binacional e ex-deputado federal, como pré-candidato ao Senado. No entanto, Verri desistiu da disputa após solicitação do presidente Lula.
Nesta quarta-feira, Verri também esteve no Palácio do Planalto, onde se reuniu com Lula, Edinho Silva e Gleisi Hoffmann, selando o novo arranjo político no estado.
Ministros precisam deixar cargos até abril
Gleisi Hoffmann está entre os mais de 20 ministros que devem deixar o governo para disputar cargos eletivos neste ano.
A legislação eleitoral determina que ministros que pretendem concorrer precisam se desincompatibilizar do cargo até seis meses antes das eleições, ou seja, até 4 de abril.
A expectativa é de que o governo passe por uma ampla reforma ministerial nas próximas semanas para acomodar as saídas.
Veja quem deve deixar o governo Lula para disputar as eleições
- Casa Civil: Rui Costa — candidato ao Senado pela Bahia
- Relações Institucionais: Gleisi Hoffmann — candidata ao Senado pelo Paraná
- Fazenda: Fernando Haddad — avalia disputar o Senado ou o governo de São Paulo
- Educação: Camilo Santana — candidato ao governo do Ceará
- Transportes: Renan Filho — candidato ao governo de Alagoas
- Esporte: André Fufuca — avalia concorrer ao Senado ou ao governo do Maranhão
- Portos e Aeroportos: Silvio Costa Filho — pré-candidato ao Senado por Pernambuco
- Integração Nacional: Waldez Góes — cotado ao Senado pelo Amapá
- Planejamento: Simone Tebet — cotada ao Senado por São Paulo
- Meio Ambiente: Marina Silva — cotada ao Senado
- Agricultura: Carlos Fávaro — candidato à reeleição ao Senado por Mato Grosso
- Minas e Energia: Alexandre Silveira — pré-candidato ao Senado por Minas Gerais
- Povos Indígenas: Sonia Guajajara — candidata à reeleição como deputada federal
- Desenvolvimento Agrário: Paulo Teixeira — candidato à reeleição como deputado
- Pesca: André de Paula — candidato a deputado federal
- Igualdade Racial: Anielle Franco — avalia candidatura à Câmara
- Cidades: Jader Filho — candidato a deputado federal
- Cultura: Margareth Menezes — avaliada para candidatura à Câmara
- Desenvolvimento, Indústria e Comércio: Geraldo Alckmin — avalia reeleição como vice-presidente ou candidatura em São Paulo
- Previdência Social: Wolney Queiroz — candidato a deputado federal
Dois ministros que são deputados federais já informaram que não deixarão o governo para disputar as eleições:
- Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência
- Alexandre Padilha, ministro da Saúde