A Polícia Civil de Goiás intensificou as investigações sobre o desaparecimento da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, ocorrido em Caldas Novas, no sul do estado. Técnicos da área pericial realizaram uma nova etapa de diligências no prédio onde a mulher morava, com foco na coleta de material genético para exames de DNA.
A corretora desapareceu após ir ao subsolo do condomínio, onde foi vista pela última vez.
Vestígios biológicos são analisados em diferentes áreas do prédio
Durante a perícia, equipes da Polícia Técnico-Científica aplicaram luminol — substância usada para detectar vestígios de sangue mesmo após limpeza — em diversos pontos do imóvel onde Daiane residia, além do hall de entrada, de outro apartamento da família e do subsolo do edifício.
Objetos pessoais da corretora, como escova de dentes e fios de cabelo, também foram recolhidos para a formação do perfil genético que será comparado com possíveis vestígios encontrados nos locais analisados.
Exames buscam identificar sinais de violência
O material coletado foi encaminhado para laboratórios em Goiânia, onde passa por análises que podem indicar se houve algum tipo de violência e ajudar a reconstruir os últimos momentos antes do desaparecimento.
A expectativa da polícia é que os resultados dos exames estejam disponíveis em até 20 dias.
Câmeras de segurança passam por perícia técnica
Além dos exames de DNA, a investigação se concentra na análise do sistema de monitoramento do condomínio. O equipamento responsável por armazenar as imagens das câmeras foi apreendido e encaminhado ao Instituto de Criminalística.
Os peritos apuram se houve falha técnica, manipulação das gravações ou exclusão de arquivos, especialmente nas áreas da garagem e do subsolo, onde moradores relataram problemas no funcionamento das câmeras à época do desaparecimento.
Últimos registros mostram descida ao subsolo
Imagens de segurança mostram Daiane entrando no elevador, passando pela portaria para conversar com o recepcionista e retornando ao elevador, descendo até o subsolo. Desde então, não há registros da corretora deixando o prédio ou retornando ao apartamento.
Antes de desaparecer, ela enviou um vídeo a uma amiga, mostrando o apartamento sem energia elétrica e registrando o trajeto até a portaria para questionar o corte de luz.
Histórico de conflitos no condomínio
Relatos indicam que Daiane mantinha uma relação conturbada com moradores e funcionários do prédio. Reclamações por barulho e comportamento agressivo eram frequentes.
Em 2025, condôminos chegaram a discutir formalmente a possível expulsão da corretora, com ampla maioria favorável à medida.
Caso é investigado pela Delegacia de Homicídios
O desaparecimento passou a ser conduzido pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), que não descarta nenhuma linha de apuração. O delegado responsável afirmou que diligências continuam sendo realizadas no condomínio e em áreas estratégicas da cidade.
Uma das hipóteses avaliadas é a de que Daiane tenha sido colocada em um veículo no subsolo do prédio e retirada do local sem ser registrada pelas câmeras.
Polícia pede apoio da população
A Polícia Civil reforça que informações sobre o paradeiro de Daiane podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone 197 ou pelos canais oficiais da corporação.
As investigações seguem em andamento.