A Polícia Civil da Paraíba abriu investigação para apurar uma denúncia de violência doméstica envolvendo o cantor paraibano João Lima.
O caso veio à tona após a circulação de vídeos nas redes sociais que mostram supostas agressões contra a esposa do artista, em João Pessoa.
Vítima presta depoimento na Delegacia da Mulher
A mulher compareceu neste sábado (24) à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam-JP), localizada na Central de Polícia Civil da capital. O depoimento está sendo conduzido pela delegada Marcela Gonçalves, responsável pelo caso.
Além do registro formal da denúncia, a defesa da vítima solicitou à Justiça a concessão de medidas protetivas, como forma de garantir a segurança da mulher durante o andamento das investigações.
Defesa afirma que agressões começaram após o casamento
Segundo a advogada da vítima, Dayane
Carvalho, os episódios de violência teriam iniciado ainda na lua de mel do casal. João Lima e a esposa oficializaram o casamento há cerca de dois meses, após um relacionamento de aproximadamente dois anos.
De acordo com a defesa, durante o período de namoro não havia histórico de agressões ou registros de comportamento violento por parte do cantor.
Imagens internas teriam registrado episódios de agressão
A advogada informou ainda que câmeras de segurança instaladas em ambientes internos teriam captado parte das agressões. Nos vídeos que circulam na internet, a vítima aparece sendo surpreendida, o que, segundo a defesa, reforça a tese de violência recorrente.
Após pedir um tempo no relacionamento, a mulher teria passado a viver com os pais, demonstrando medo e dificuldade em relatar os fatos aos familiares.
Polícia mantém sigilo sobre investigação
A Polícia Civil confirmou que o inquérito está em andamento, mas afirmou que não pode divulgar detalhes adicionais neste momento para não comprometer as diligências.
Até a publicação desta matéria, a assessoria de imprensa de João Lima não havia se pronunciado sobre as acusações.
Quem é João Lima
João Lima é cantor e neto do músico paraibano Pinto do Acordeon, referência do forró nordestino, que morreu em 2020, aos 72 anos, vítima de câncer. O caso envolvendo o artista tem repercutido nas redes sociais e mobilizado debates sobre violência doméstica no meio artístico.