Caso Daiane: a cronologia da morte da corretora que chocou o Brasil

O assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, teve desfecho trágico após 43 dias de desaparecimento
Redação NC News
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O assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, teve desfecho trágico após 43 dias de desaparecimento.

O corpo foi encontrado em uma área de mata em Caldas Novas (GO), e o síndico do condomínio onde a vítima morava confessou o crime. Veja, abaixo, a linha do tempo do caso.

Novembro de 2024: início dos conflitos no condomínio

As desavenças entre Daiane e o síndico Cléber Rosa de Oliveira começaram ainda em 2024, quando a corretora passou a administrar apartamentos da família no mesmo condomínio onde ele exercia a função de síndico.

A partir desse período, a relação se deteriorou e passou a ser marcada por registros formais e disputas judiciais.

Ao longo desse intervalo, Daiane ingressou com diversos processos judiciais contra o síndico. O Ministério Público de Goiás também registrou denúncia relacionada a conduta persecutória.

Relatos apontam episódios recorrentes de conflito envolvendo o acesso a áreas administrativas e a interrupção de serviços essenciais no condomínio.

Junho de 2025: primeira interrupção de energia contestada

Em junho de 2025, Daiane questionou oficialmente o corte de energia elétrica em seu apartamento. Segundo decisões judiciais, não havia débitos em aberto, e a interrupção teria sido feita pelo condomínio por suposto descumprimento de regras internas.

A corretora negou irregularidades e afirmou que realizava apenas ajustes pessoais no imóvel.

No dia 17 de dezembro, Daiane voltou a relatar problemas no fornecimento de energia. Naquela noite, ela desceu ao subsolo do prédio para verificar a situação, conforme mostram imagens de câmeras de segurança.

Antes de desaparecer, a corretora gravou vídeos com o celular mostrando o problema no apartamento e o trajeto até o elevador.

17 de dezembro: último registro da vítima

Câmeras registraram Daiane entrando no elevador, passando pela portaria e retornando ao subsolo. Após esse momento, não há imagens que indiquem a saída da corretora do prédio ou seu retorno ao apartamento.

A ausência de registros levantou suspeitas desde os primeiros dias de investigação.

Daiane tinha encontro marcado com a mãe no dia seguinte, mas não apareceu. Preocupados, familiares foram até o apartamento e encontraram o local fechado, apesar de a vítima ter deixado a porta destrancada anteriormente.

Um boletim de ocorrência foi registrado ainda naquela noite.

Durante o período de desaparecimento, a polícia realizou diligências, varreduras e análise de dados. O sigilo bancário indicou ausência de movimentações financeiras, e o celular da corretora não emitiu mais sinal após o dia do sumiço.

28 de janeiro de 2026: corpo é localizado em área de mata

Na madrugada do dia 28 de janeiro, a Polícia Civil de Goiás encontrou o corpo de Daiane em uma região de mata em Caldas Novas. O local foi indicado pelo próprio síndico durante depoimento.

O corpo estava em estado avançado de decomposição.

Confissão e prisões

Cléber Rosa de Oliveira confessou o assassinato e afirmou que matou a corretora após uma discussão no subsolo do prédio. Segundo o depoimento, ele colocou o corpo na carroceria de uma picape e deixou o condomínio naquela noite.

O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de participação no crime.

Versão contradiz primeiro depoimento

A confissão contradiz a versão inicial apresentada pelo síndico, que negava ter saído do prédio. Imagens de câmeras de segurança, no entanto, mostram Cléber deixando o condomínio por volta das 20h, no veículo citado.

A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias do crime e o grau de envolvimento de outras pessoas. O caso é tratado como homicídio e segue sob investigação.

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