O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou nesta quarta-feira (28), em entrevista, que o partido ainda não definiu um nome único para a disputa presidencial e trabalha, neste momento, com mais de uma pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Segundo Leite, a escolha do candidato do PSD para 2026 será construída por meio de diálogo interno e busca de consenso, sem a realização de prévias partidárias. Ele destacou que o partido aposta na articulação política e no entendimento entre suas lideranças para identificar o nome com maior potencial eleitoral.
“Não haverá prévias. O caminho é o diálogo, a discussão interna e a construção de um entendimento em torno da candidatura que melhor consiga espaço junto aos eleitores”, afirmou.
Com a recente filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializada na noite de terça-feira (27), o PSD passou a concentrar três nomes com projeção nacional para a disputa presidencial: além de Caiado e do próprio Eduardo Leite, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, também é citado como pré-candidato.
O movimento fortalece o protagonismo do PSD no cenário político nacional e impacta diretamente as articulações eleitorais nos estados. A estratégia da legenda é se posicionar como uma alternativa de centro-direita no período pós-bolsonarismo, reunindo lideranças de perfil moderado e com discurso reformista.
Ao ser questionado sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Leite disse respeitar sua trajetória, mas observou que ele tem sinalizado prioridade à reeleição no comando do governo paulista.
Para Eduardo Leite, o objetivo final do PSD é construir uma candidatura que represente uma direita democrática, com viés liberal, compromisso com reformas e respeito à diversidade cultural e regional do país. Segundo ele, o processo coletivo tende a fortalecer o nome que for escolhido para a disputa presidencial.