CPI do Crime Organizado avança e pede quebras de sigilo no caso Banco Master

O objetivo é aprofundar a apuração sobre possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira e suas conexões
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A CPI do Crime Organizado, em funcionamento no Senado Federal, deve intensificar as investigações sobre o Banco Master com a apresentação de requerimentos para quebras de sigilo e convocações de envolvidos no caso.

O relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB), afirmou que os pedidos estão em fase final e devem ser protocolados ainda nesta semana.

O objetivo é aprofundar a apuração sobre possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira e suas conexões.

Empresas ligadas ao banco estão no foco da investigação

As quebras de sigilo devem alcançar pessoas jurídicas relacionadas ao Banco Master. Entre os alvos estão escritórios de advocacia, fundos imobiliários e um resort associado à família do ministro Dias Toffoli, citados no contexto das apurações preliminares da CPI.

Após a análise dos dados obtidos, a comissão pretende convocar pessoas físicas para prestar esclarecimentos. Segundo o relator, os nomes ainda não foram oficialmente definidos ou divulgados.

Suspeitas de intercessão do poder público entram na pauta

A CPI deve iniciar os trabalhos investigativos a partir de indícios de interferência de agentes públicos nas atividades do Banco Master. Para o senador Alessandro Vieira, as suspeitas exigem uma resposta firme do Congresso Nacional.

O relator destacou que o plano da comissão inclui frentes voltadas à lavagem de dinheiro, fintechs e atuação de escritórios de advocacia, o que coloca o caso do Banco Master dentro do escopo da CPI do Crime Organizado.

Comissão foi criada após operação contra facções criminosas

Instalada em novembro de 2025, a CPI do Crime Organizado ganhou força após uma grande operação policial no Rio de Janeiro, que expôs a atuação e a disputa territorial de facções criminosas. O cenário aumentou a pressão para que o Senado aprofundasse investigações sobre o tema.

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