Mineração Taboca anuncia investimento de US$ 100 milhões e amplia operações no Amazonas

O anúncio ocorre no primeiro grande movimento estratégico após a China Nonferrous Trade Co. Ltd. assumir a gestão da mineradora, sinalizando uma nova etapa de crescimento
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A Mineração Taboca anunciou nesta quarta-feira (28) um ciclo de investimentos de US$ 100 milhões até 2028 voltado à modernização e à expansão de suas operações no Amazonas.

O plano prevê a ampliação da capacidade produtiva nas áreas de mineração, beneficiamento e metalurgia, com impacto direto na economia regional.

O anúncio ocorre no primeiro grande movimento estratégico após a China Nonferrous Trade Co. Ltd. assumir a gestão da mineradora, sinalizando uma nova etapa de crescimento e fortalecimento industrial da empresa no país.

Meta é dobrar capacidade produtiva da Mina de Pitinga

Os recursos serão direcionados principalmente à Mina de Pitinga, localizada em Presidente Figueiredo, considerada um dos principais polos de produção de minerais estratégicos do Brasil. A expectativa da companhia é dobrar a capacidade produtiva ao longo dos próximos anos, acompanhando o aumento da demanda global por metais críticos.

Além de ganhos operacionais, a empresa destaca que o investimento deve reforçar a competitividade do Brasil na cadeia internacional de suprimentos minerais.

Mudanças na liderança reforçam foco em crescimento e sustentabilidade

Com a nova fase, a Taboca também anunciou alterações na estrutura de comando. Wan Liming assume a presidência da empresa, enquanto José Flávio Alves passa a ocupar a vice-presidência executiva.

A reestruturação busca fortalecer as agendas de governança, sustentabilidade, relacionamento institucional e eficiência do sistema produtivo.

Pesquisa mineral receberá US$ 25 milhões

Uma parte relevante do aporte será destinada à pesquisa mineral, com investimentos estimados em US$ 25 milhões. O objetivo é ampliar os recursos conhecidos da companhia até 2028, com foco em três frentes principais:

  • aprofundamento dos estudos geológicos na Mina de Pitinga;
  • reaproveitamento de rejeitos, alinhado a práticas de economia circular;
  • avanço em novas áreas de prospecção, como o alvo Água Boa.

Além do estanho, nióbio e tântalo, a mineradora avalia o potencial para outros minerais considerados essenciais à transição energética.

Modernização das plantas de beneficiamento aumenta eficiência

Outro eixo do plano prevê mais de US$ 20 milhões para a atualização das plantas de beneficiamento. A partir de 2026, a empresa iniciará uma revisão completa dos processos industriais, com testes metalúrgicos e substituição de equipamentos.

A expectativa é reduzir gargalos operacionais, elevar a automação e melhorar a qualidade do produto final, com reflexos positivos no desempenho econômico.

Fundições passarão por ampliação até 2027

As fundições de estanho, nióbio e tântalo também serão contempladas com investimentos de aproximadamente US$ 43 milhões. As obras devem ser concluídas até o fim de 2027.

Na unidade de Pitinga, a capacidade anual de tântalo e nióbio será ampliada, enquanto a fundição de estanho, em Pirapora do Bom Jesus (SP), terá aumento significativo na produção. As melhorias incluem eficiência energética, maior confiabilidade operacional e adequação a padrões ambientais mais rigorosos.

Investimentos em ESG reforçam impacto social no Amazonas

Dentro do pacote anunciado, US$ 12 milhões serão aplicados em ações de meio ambiente, responsabilidade social e governança. Os recursos incluem melhorias na infraestrutura das unidades e iniciativas voltadas ao bem-estar dos trabalhadores e das comunidades envolvidas.

Atualmente, a Mineração Taboca emprega cerca de 3 mil pessoas no Amazonas, com predominância de mão de obra da Região Norte e Nordeste, contribuindo para a geração de renda e o desenvolvimento local.

Produção mineral impulsiona desenvolvimento regional

A Mina de Pitinga desempenha papel estratégico ao abastecer cadeias industriais ligadas à tecnologia e à infraestrutura, ao mesmo tempo em que movimenta a economia de municípios do interior do Amazonas.

A atividade mineral gera empregos diretos e indiretos, fortalece serviços locais e amplia a arrecadação tributária, impactando políticas públicas e investimentos regionais.

Tradição e presença no mercado internacional

Fundada em 1969, a Mineração Taboca é a maior produtora de estanho refinado do Brasil e uma das poucas empresas do setor com mina própria em operação. O metal produzido é negociado no mercado internacional e registrado na Bolsa de Metais de Londres.

A companhia também atua nos segmentos de nióbio e tântalo e mantém certificações internacionais nas áreas de qualidade, meio ambiente, segurança do trabalho e mineração responsável.

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