ONU alerta para risco global após fim de tratado nuclear entre EUA e Rússia

Com a expiração do tratado, as duas maiores potências nucleares do mundo deixam de estar submetidas a restrições formais nesse campo
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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, fez um alerta contundente sobre os impactos do fim do Tratado Novo START, acordo que regulava o controle de armas nucleares estratégicas entre Estados Unidos e Rússia.

Para ele, o momento atual representa uma ameaça direta à estabilidade global.

Acordo que limitava arsenais nucleares deixou de vigorar

Encerrado à meia-noite desta quarta-feira (5), o Novo START estabelecia limites para o número de ogivas nucleares estratégicas, além de mísseis e aeronaves capazes de lançá-las.

Com a expiração do tratado, as duas maiores potências nucleares do mundo deixam de estar submetidas a restrições formais nesse campo.

Fim do tratado rompe décadas de controle armamentista

Em comunicado, Guterres destacou que a ausência de um acordo vigente rompe um ciclo de mais de 50 anos de mecanismos internacionais voltados ao controle de armas nucleares.

Segundo ele, Rússia e Estados Unidos concentram a maior parte do arsenal nuclear global, o que amplia a preocupação da comunidade internacional.

ONU aponta aumento expressivo do risco nuclear

O secretário-geral afirmou que o mundo atravessa um período de risco elevado, no qual a possibilidade de uso de armamento nuclear é considerada a mais alta das últimas décadas.

Para a ONU, a falta de limites verificáveis enfraquece a segurança internacional e amplia a instabilidade entre potências.

Organização cobra novo acordo entre Washington e Moscou

Apesar do cenário considerado alarmante, Guterres avaliou que o fim do Novo START também pode abrir espaço para a construção de um novo modelo de controle de armas, mais alinhado às transformações geopolíticas atuais.

Ele defendeu que Estados Unidos e Rússia retornem às negociações sem demora.

A declaração da ONU ocorre em meio ao anúncio da Rússia sobre o teste do míssil balístico intercontinental nuclear Yars. O episódio reforçou o clima de apreensão internacional e reacendeu debates sobre uma possível retomada da corrida armamentista nuclear.

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