Suspeito de planejar ataque a Sergio Moro é preso no Ceará

Piovesan possuía dois mandados de prisão em aberto por associação ao tráfico de drogas e homicídio
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Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, conhecido como “El Cid”, foi preso na  última quarta-feira (4), em Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza. Ele é suspeito de envolvimento em um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o senador Sergio Moro (União Brasil-PR).

A prisão foi efetuada pela Polícia Militar do Ceará (PMCE) após uma abordagem de rotina. A esposa de Piovesan foi detida primeiramente ao tentar viajar para São Paulo com documentos falsos. A partir de informações sobre o endereço da mulher, a polícia o localizou próximo a um condomínio de luxo em Euséebio, onde ele também utilizava documentos falsos.

Piovesan possuía dois mandados de prisão em aberto por associação ao tráfico de drogas e homicídio. Após a captura, ele foi entregue à Polícia Federal.

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), celebrou a prisão e a atuação da PM cearense em suas redes sociais.

“Um dos bandidos mais perigosos do país, El Cid, chefe da célula terrorista do PCC, está preso pela nossa PM no Ceará. Fugiu da penitenciária paulista, veio se esconder no Ceará, e aqui não teve vida fácil. Capturado pela polícia cearense e entregue à PF. Parabéns à nossa polícia!!!”, escreveu.

Moro também se expressou: “mais um que se vai. Ótimo. Os criminosos sabem quem, na magistratura ou no ministério, trabalhou duro contra eles.”

Quem é?

Conhecido como “El Cid”, emergiu como uma figura central em investigações da Polícia Federal em 2023, sendo apontado como um dos membros do PCC envolvidos no planejamento de sequestros e assassinatos de figuras políticas.

Entre os alvos identificados pela facção criminosa estavam Moro e a esposa, Rosangela Moro, além do promotor de Justiça Lincoln Gakiya. Gakiya é uma figura proeminente no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo e é reconhecido como o principal investigador do PCC no Brasil.

As investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Federal revelaram que os planos do grupo visavam a obtenção de recursos financeiros e o resgate de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, o líder máximo do PCC.

Histórico Criminal Extenso

“El Cid” é considerado um nome de peso dentro do PCC e possui um extenso histórico criminal. Suas passagens pela polícia incluem crimes como roubo, tráfico de drogas e tentativas de homicídio contra policiais militares em São Paulo. Em setembro de 2022, sua saída da prisão gerou controvérsia, resultando em um procedimento na Justiça paulista para apurar uma possível “soltura indevida”.

Entre os incidentes notáveis de sua ficha criminal, destaca-se seu envolvimento em abril de 2014 na explosão de um caixa eletrônico em uma farmácia no Jardim Miriam, zona leste de São Paulo. Na ocasião, um grupo de aproximadamente dez indivíduos armados com fuzis sequestrou um ônibus, utilizou-o para arrombar o estabelecimento e trocou tiros com policiais militares.

Adicionalmente, em agosto de 2020, “El Cid” foi denunciado pelo MPSP por outra tentativa de homicídio e confronto armado com policiais militares. Ao decretar sua prisão preventiva, a juíza responsável pelo caso enfatizou a “alta periculosidade” do indivíduo, destacando suas “diversas anotações criminais” e sua investigação por “delito de organização criminosa”.

 

 

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