PF faz operação contra previdência do Amapá por investimentos no Master

Ao todo, quatro mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na capital amapaense
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), uma operação para apurar suspeitas de irregularidades na administração de recursos da previdência dos servidores públicos do Amapá.

A ação ocorre em Macapá e integra a Operação Zona Cinzenta, autorizada pela Justiça Federal.

Ao todo, quatro mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na capital amapaense, por determinação da 4ª Vara Federal.

Aplicações financeiras entram no foco da investigação

O inquérito analisa a aprovação e execução de investimentos realizados pelo Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP) em letras financeiras emitidas por instituição bancária privada.

Segundo a apuração, as decisões que autorizaram as aplicações teriam ocorrido em reuniões realizadas ao longo de julho de 2024, levantando questionamentos sobre critérios técnicos, níveis de risco e conformidade com as normas que regem fundos previdenciários.

Dirigentes e membros de comitê são investigados

Entre os alvos da operação estão o diretor-presidente da Amapá Previdência (Amprev) e integrantes do comitê responsável pelas decisões de investimento da autarquia.

Os investigados teriam participado diretamente da deliberação que resultou na aplicação dos recursos agora sob análise da Polícia Federal.

Crimes apurados pela PF

A investigação apura indícios dos crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta, que envolvem condutas potencialmente lesivas à administração de recursos públicos.

A PF busca esclarecer se houve descumprimento de normas legais, técnicas ou administrativas que regulam a gestão de fundos previdenciários.

Autarquia ainda não se posicionou

A Amprev foi procurada pela reportagem, mas não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

A Polícia Federal informou que o material apreendido será analisado e que as investigações seguem em andamento.

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