Saiba quem era a professora assassinada a facadas por aluno em Porto Velho

Alunos relataram que Juliana mantinha uma relação próxima com as turmas e se destacava pela forma como conduzia as aulas
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A professora Juliana Santiago, de 41 anos, morreu após ser atacada a facadas por um aluno dentro do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho (RO), na noite de sexta-feira (6). O crime é tratado pela Polícia Civil como feminicídio.

Além de docente do curso de Direito, Juliana também atuava como escrivã da Polícia Civil de Rondônia.

Vítima era reconhecida pelo perfil humano e didática inovadora

Alunos relataram que Juliana mantinha uma relação próxima com as turmas e se destacava pela forma como conduzia as aulas. Segundo estudantes, ela buscava estratégias diferentes para tornar o conteúdo mais acessível, com atividades práticas, dinâmicas em grupo e métodos fora do padrão tradicional.

A professora era descrita como alguém atenta às dificuldades individuais e comprometida com o desenvolvimento acadêmico e pessoal dos alunos.

Últimas aulas foram marcadas por atividades interativas

No início do semestre, Juliana havia prometido que sua disciplina, ministrada às sextas-feiras, teria um formato diferenciado. Para isso, preparou quizzes, debates e ações de integração em sala.

Em uma das atividades, distribuiu chocolates como forma de incentivo aos estudantes que se destacaram. Entre os alunos premiados estava João Cândido, apontado como autor do ataque.

Professora ajudou alunos a permanecerem na graduação

Estudantes afirmam que Juliana teve papel fundamental na permanência de muitos colegas na faculdade. Relatos indicam que ela oferecia apoio constante, incentivo e orientação, especialmente para alunos que enfrentavam dificuldades financeiras ou emocionais.

Para parte da turma, a professora ultrapassava o papel acadêmico e exercia uma função de referência pessoal.

Ataque ocorreu após o término da aula

De acordo com testemunhas, o crime aconteceu após o fim da aula. O aluno aguardou a professora permanecer sozinha na sala e iniciou uma discussão antes de desferir os golpes.

Juliana foi atingida no tórax e no braço. Ela foi socorrida por alunos e levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber atendimento médico.

Suspeito tentou fugir, mas foi contido no local

Após o ataque, o autor tentou deixar a instituição, mas foi imobilizado por um aluno que é policial militar. Vídeos registrados por testemunhas mostram o suspeito sendo contido até a chegada da polícia.

A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva pela Justiça.

Investigação aponta possível motivação passional

Em depoimento, o suspeito alegou ter mantido um relacionamento com a professora e afirmou que o crime teria sido motivado por vingança. A versão apresentada, no entanto, não foi confirmada por familiares da vítima nem pelas autoridades policiais.

A Polícia Civil segue apurando o caso para esclarecer a dinâmica do crime e a real motivação.

Faculdade suspende aulas e divulga nota de pesar

O Centro Universitário Aparício Carvalho informou a suspensão das aulas por três dias e publicou nota lamentando a morte da professora. Instituições de ensino, entidades jurídicas e alunos também manifestaram pesar e repudiaram o crime.

O caso segue sob investigação.

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