Avó é investigada por vender netas a piloto preso por abuso em SP

Segundo as investigações, a mulher teria permitido e facilitado abusos contra as próprias netas, todas menores de idade
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta segunda-feira (9), uma mulher de 55 anos suspeita de participar de um esquema de exploração sexual infantil envolvendo membros da própria família.

A ação faz parte de uma investigação mais ampla que apura crimes graves cometidos contra crianças e adolescentes, com atuação organizada e prolongada.

Avó é suspeita de intermediar abusos contra netas

Segundo as investigações, a mulher teria permitido e facilitado abusos contra as próprias netas, todas menores de idade, em troca de dinheiro. As vítimas tinham entre 11 e 15 anos à época dos crimes.

O principal investigado no caso, um piloto de 60 anos, foi preso dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, durante os procedimentos de embarque.

Ele é suspeito de envolvimento com estupro de vulnerável, aliciamento de menores e armazenamento de material de abuso sexual infantil.

As apurações apontam que o homem utilizava documentos falsos e se aproveitava da confiança de familiares das vítimas para cometer os crimes.

Operação combate crimes contra crianças e adolescentes

As prisões ocorreram no âmbito da Operação Apertem os Cintos, coordenada pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP.

Além das detenções, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados na capital e na região metropolitana.

A polícia destaca que há indícios de uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas e prática recorrente dos crimes ao longo dos anos.

Outros envolvidos também são investigados

Durante a investigação, uma mãe de uma das vítimas foi presa em flagrante, suspeita de enviar vídeos da própria filha ao investigado, além de armazenar e repassar material ilegal. O inquérito segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos.

Em nota, a companhia aérea informou que abriu apuração interna e está colaborando com as autoridades. A empresa reiterou que repudia qualquer prática criminosa e destacou que o voo seguiu normalmente após a ação policial.

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