A vereadora de São Paulo Janaina Paschoal (PP) utilizou sua conta no X (antigo Twitter) para expressar ressalvas à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
A parlamentar abordou a percepção de distanciamento de líderes partidários e a viabilidade eleitoral da candidatura.
Em sua publicação, Janaina Paschoal afirmou que “líderes partidários estão se distanciando da candidatura de Flávio”, sugerindo que tal movimento estaria relacionado à compreensão de “onde está e onde estará o poder”.
A vereadora declarou que Flávio Bolsonaro “não tem nenhuma chance de se eleger Presidente” e que a escolha de seu nome como representante da direita estaria sendo recebida com satisfação por opositores políticos.
“Petistas e psolistas estão comemorando o fato de ele ter sido escolhido candidato da direita”, escreveu.
A parlamentar fez um apelo para que a direita “acorde” e busque a construção de uma “opção de verdade” para o país. Janaina Paschoal também criticou o que descreveu como hereditariedade política, mencionando que “Bolsonaro já teve sua chance, infelizmente, deu no que deu. Não escolhemos a Monarquia”.
A vereadora indicou concordância com a avaliação do presidente Lula de que a eleição de 2026 será uma “guerra”, e expressou preocupação de que a direita estaria entrando no pleito com um candidato “sem nada a mostrar”.
Histórico e perspectivas
As manifestações de Janaina Paschoal em relação a Flávio Bolsonaro já haviam ocorrido anteriormente. Em janeiro, a vereadora criticou o senador, utilizando termos como “arrogante” e “filhinho de papai”, após declarações atribuídas a ele sobre a suposta inviabilidade da candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à Presidência.
Essa crítica gerou uma resposta do ex-vereador Carlos Bolsonaro, irmão de Flávio, que, sem mencionar Janaina diretamente, sugeriu a existência de ações “planejadas” para descreditar indicações de Jair Bolsonaro.
A possibilidade de Tarcísio de Freitas ser uma alternativa na direita tem sido um tema de debate, com Flávio Bolsonaro, segundo Janaina, buscando influenciar essa percepção.
Janaina Paschoal, que assinou o pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e obteve expressiva votação para deputada estadual em 2018, tem mantido uma postura que oscila entre apoio e crítica a figuras do bolsonarismo.
A vereadora reiterou que a candidatura de Flávio poderia “aniquilar a direita novamente” e que ele seria o nome com menor probabilidade de vencer o atual presidente.
Ela também levantou a preocupação de que eleitores de direita poderiam optar pela abstenção em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, reforçando sua crítica à “sucessão familiar” como um modelo que considera incompatível com o sistema republicano.