Hoje vivemos uma sexta-feira 13, data marcada por superstições e histórias curiosas em diversas culturas.
Em 2026, inclusive, teremos 3 sextas-feiras 13: agora em fevereiro, depois em março e também em novembro.
A superstição em torno da data está enraizada em séculos de tradições e crenças. Desde a Idade Média e o folclore cristão até interpretações modernas, o dia é visto por muitos como sinal de azar ou eventos inesperados.
O medo intenso desse dia tem até nome: paraskevidekatriaphobia, termo criado para designar o pavor irracional da combinação de sexta-feira com o número 13.
A origem dessa fama de “azarado” é complexa e mistura mitologia, religião e literatura. Alguns estudiosos relacionam o número 13 a eventos infelizes como a presença de Judas, o discípulo traidor, como o 13º na Última Ceia, ou ao deus nórdico Loki, que num banquete entre 12 deuses causou a morte de um amado deus.
Entretanto, a fama da sexta-feira 13 como sinônimo de azar ganhou força no imaginário popular a partir de 1907, com a publicação do romance Friday, the Thirteenth, que ajudou a espalhar a ideia de que a data estaria ligada a infortúnios.
Décadas depois, o cinema reforçou ainda mais essa associação, especialmente com a franquia de terror Sexta-feira 13, que apresentou ao público o assassino mascarado Jason, transformando o dia em símbolo de medo e suspense na cultura pop.
Para os mais supersticiosos, a data exige cuidados redobrados e uma série de precauções tradicionais:
– Não passar embaixo de escadas;
– Não quebrar espelhos;
– Não pisar com o pé esquerdo ao levantar da cama ou entrar em ambientes fechados;
– Não sair em grupos de 13 pessoas;
– Não abrir guarda-chuva dentro de casa;
– Não deixar cair pentes ou escovas de cabelo;
– Não cruzar com gato preto na rua;
– Não derramar sal na mesa.
Caso alguma dessas situações aconteça, a recomendação popular é bater três vezes na madeira para afastar o azar.
Para especialistas e para a maioria das pessoas, porém, a sexta-feira 13 não traz mais azar do que qualquer outra data.
A superstição persiste mais por tradição cultural, histórias populares e representações na mídia, como filmes de terror famosos, do que por evidências concretas de eventos negativos associados a esse dia.
Demônio da Boate Lua Azul
No Brasil, especialmente na região Norte, circulam também lendas urbanas ligadas a datas marcantes.
Uma das mais comentadas no Acre é a história do “demônio da Boate Lua Azul”, um relato que virou mito entre jovens e moradores do estado, principalmente na capital, em Rio Branco.
Era uma terça-feira de carnaval, no início dos anos 2000, quando a boate Lua Azul, na avenida Getúlio Vargas, fervia como nunca.
Jovens lotavam o salão, embalados por uma mistura perigosa de música alta, sensualidade e a famosa “bebida do capeta”, um coquetel forte que prometia energia a noite inteira.
Entre risadas e excessos, ninguém imaginava que aquela seria uma noite marcada pelo medo. Por volta da meia-noite, em meio às luzes e ao som ensurdecedor, surgiu uma figura assustadora: rabo, chifres, olhos vermelhos e um sorriso estranho demais para ser apenas fantasia.

No começo, acharam que fosse brincadeira de carnaval. O suposto “fantasiado” foi ao bar, pediu a bebida que levava seu nome e até dançou no meio da pista.
Convidou uma jovem para dançar, e os dois rodopiavam sob aplausos, até que, de repente, diante de todos, ele simplesmente desapareceu.
Sumiu no ar, deixando para trás uma fumaça cinza e um cheiro forte, que alguns juraram ser enxofre. A jovem caiu desacordada no chão, e o pânico tomou conta da boate.
Gritos, correria, gente rezando e a notícia se espalhando como fogo: “O diabo estava na Lua Azul”.
Na manhã seguinte, a cidade acordou tomada por comentários e rumores. Fotos circularam mostrando a figura misteriosa abraçada a frequentadores e a jovem desmaiada no chão.
Para muitos, era prova suficiente de que algo sobrenatural havia acontecido; para outros, poderia ter sido armação.
Mas o medo já estava instalado. A boate nunca mais recuperou o mesmo movimento, jovens correram de volta às igrejas e, com o tempo, o local fechou as portas.
Até hoje, em Rio Branco, há quem fale com um arrepio na espinha sobre a sinistra noite em que o “diabo” teria aparecido na sexta-feira 13 de carnaval.