A mãe das crianças mortas em Itumbiara teria sido alvo de ameaças durante o sepultamento do filho mais velho, realizado na tarde desta quinta-feira (12). Por causa do clima de tensão, ela deixou o cemitério antes do fim da cerimônia.
O enterro foi marcado por forte comoção e esquema de segurança.
Entrada sob proteção e saída antecipada
Segundo relatos de testemunhas, Sarah Tinoco Araujo chegou ao local sob escolta e permaneceu amparada por familiares durante a despedida.
O veículo que a transportava foi posicionado próximo ao túmulo para facilitar a saída rápida. Diante do ambiente hostil e de supostas ameaças ouvidas no local, ela deixou o cemitério antes do encerramento do sepultamento.
Clima de hostilidade teria começado nas redes
A tensão no velório seria reflexo da repercussão nas redes sociais após a divulgação de uma carta atribuída a Thales Machado, pai das crianças.
No texto, ele teria tentado justificar o crime alegando ter descoberto uma traição. Especialistas apontam que esse tipo de narrativa é comum em casos de violência, quando o autor tenta transferir a culpa pelos próprios atos.
Relembre o crime em Itumbiara
O caso ocorreu na madrugada de quinta-feira (12). Segundo as investigações, Thales Machado, então secretário de Governo municipal, atirou contra os dois filhos e depois tirou a própria vida.
Situação das vítimas:
- Miguel, 12 anos: morreu após dar entrada no hospital
- Irmão, 8 anos: chegou a ser internado em UTI, mas teve morte cerebral confirmada
Na residência, a polícia encontrou uma arma de fogo e galões de gasolina. O caso é tratado como duplo homicídio seguido de suicídio, sem indícios de participação de terceiros.
Cidade está em luto
A tragédia gerou forte comoção em Itumbiara, município com pouco mais de 100 mil habitantes.
O prefeito Dione Araújo, sogro do autor do crime, recebeu manifestações de solidariedade nas redes sociais. A prefeitura decretou luto oficial de três dias.
O governador Ronaldo Caiado também prestou condolências à família.