Um homem de 43 anos confessou à polícia ter estuprado e assassinado a estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira, de 23 anos. Identificado como Ítalo Jefferson da Silva, ele afirmou que o crime não foi planejado e que a jovem teria sido escolhida de forma aleatória.
A prisão ocorreu na tarde de quinta-feira (12), no município de Carmo do Cajuru, em Minas Gerais.
Confissão e detalhes do crime
Durante a abordagem policial, Ítalo admitiu ter cometido violência sexual contra a vítima e declarou que a matou por estrangulamento, utilizando um cabo de carregador de celular.
Questionado sobre os ferimentos no corpo da jovem, o suspeito disse que as lesões ocorreram no momento do homicídio.
Câmeras flagraram perseguição
Imagens de segurança registraram os últimos momentos de Vanessa caminhando por uma via de Juatuba. Nos vídeos, é possível ver o suspeito seguindo a estudante antes de levá-la para uma área de mata.
Vanessa estava desaparecida desde segunda-feira (9), após sair da unidade do Sistema Nacional de Emprego na cidade.
Prisão ocorreu após interceptação de trem
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, o suspeito foi localizado dentro de um trem que saiu de Itaúna com destino a Divinópolis.
Os militares acionaram o maquinista para interromper a viagem. Ao perceber a ação policial, Ítalo tentou fugir e se esconder, mas acabou capturado em flagrante.
Corpo foi encontrado em área de mata
A estudante foi localizada morta e sem roupas na terça-feira (10), em uma região de mata em Juatuba.
Familiares haviam comunicado o desaparecimento após a jovem não retornar para casa. Dois moradores ajudaram nas buscas depois de analisarem imagens que circulavam nas redes sociais e identificarem um homem perseguindo a vítima.
No local, eles encontraram uma calça jeans suja de barro e o corpo da estudante com sinais de violência, acionando o 190 em seguida.
Suspeito já tinha condenações
De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Ítalo cumpria pena por crimes como tráfico, furto, roubo e estupro.
Ele estava em regime semiaberto domiciliar desde dezembro do ano passado, após decisão do Superior Tribunal de Justiça.
As condenações anteriores somam mais de 38 anos de prisão. Com o novo caso, ele deverá responder por homicídio qualificado e estupro.
Investigação segue em andamento
O novo mandado de prisão foi expedido após a polícia apontar Ítalo como principal suspeito do crime.
O caso segue sob apuração das autoridades, enquanto a Justiça deve analisar a responsabilização do investigado pela morte da estudante.