A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro divulgou uma nota pública criticando representações consideradas ofensivas à fé cristã e à instituição familiar durante os desfiles de Carnaval de 2026.
Embora não tenha citado diretamente a escola Acadêmicos de Niterói, o posicionamento ocorreu após a repercussão do enredo que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Igreja manifesta preocupação com uso de símbolos religiosos
No comunicado, a Arquidiocese reconhece a importância do Carnaval como expressão legítima da cultura brasileira. Porém, a instituição afirma ver com preocupação a utilização de elementos ligados à fé cristã e à família em contextos que considera desrespeitosos.
Segundo o texto, manifestações culturais devem preservar o respeito às convicções religiosas profundas e aos valores que estruturam a vida social.
Ala com sátira à “família conservadora” gerou reação
A polêmica ganhou força após a apresentação de uma ala do desfile da Acadêmicos de Niterói intitulada “neoconservadores em conserva”. A performance trouxe integrantes fantasiados como se estivessem dentro de latas, com ilustrações de uma família formada por pai, mãe e filhos.
A escola explicou que a ala fazia referência a grupos que se posicionam contra pautas defendidas por Lula. A representação acabou provocando forte reação de setores políticos e religiosos.
Nota reforça defesa da família e da liberdade religiosa
Na manifestação oficial, a Arquidiocese reiterou apoio às famílias em suas diferentes realidades e destacou o papel das religiões na promoção de valores como solidariedade, educação e cuidado social.
O texto também afirma que ataques ou desrespeitos à fé atingem a consciência de milhões de cidadãos e ressalta que a liberdade de expressão deve caminhar junto com responsabilidade e respeito mútuo.
Igreja pede equilíbrio entre cultura e respeito
Por fim, a Arquidiocese defendeu que a alegria do Carnaval é legítima, mas que eventos culturais possuem limites definidos por regulamentos próprios. Segundo a instituição, esses parâmetros existem para garantir a convivência democrática e a dignidade das pessoas.
A nota conclui defendendo a construção de pontes entre fé, cultura e sociedade, com base no diálogo e no respeito às diferentes convicções.