O senador Flávio Bolsonaro e outros políticos de oposição comemoraram o rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói para a Série Ouro do Carnaval carioca.
A agremiação virou alvo após apresentar um desfile em tributo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ala do desfile gerou controvérsia
A apresentação ocorreu no último fim de semana e incluiu a ala “família em conserva”, que fez uma sátira a grupos conservadores. O segmento provocou forte reação entre parlamentares ligados às bancadas religiosas no Congresso.
Em publicação nas redes sociais, Flávio Bolsonaro criticou o enredo e associou o resultado ao conteúdo exibido pela escola.
“Família é algo sagrado”, escreveu o senador ao comentar o rebaixamento.
Aliados de Bolsonaro ampliam críticas
Outros nomes da oposição ao governo federal também se manifestaram. Políticos próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro relacionaram o desempenho da escola ao cenário político nacional.
Entre as reações:
- Carlos Bolsonaro afirmou que a agremiação “desagradou a maioria”;
- Nikolas Ferreira disse que o episódio representa um “sinal” contra Lula;
- Zé Trovão declarou que a oposição pretende “rebaixar Lula nas urnas”;
- Júlia Zanatta falou em possível propaganda eleitoral irregular.
O senador Sérgio Moro classificou o caso como um “presságio político”, enquanto Rogério Marinho criticou o uso do carnaval como palco de disputa ideológica.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também ironizou o resultado nas redes sociais.
Partido Novo pretende acionar o TSE
O Partido Novo informou que avalia recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral para questionar a homenagem, sob alegação de propaganda antecipada.
As frentes parlamentares evangélica e católica divulgaram críticas semelhantes, afirmando que o desfile teria desrespeitado símbolos da fé cristã.
Já a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rio de Janeiro apontou, em nota, possível ocorrência de preconceito religioso.
PT reage e minimiza polêmica
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, rebateu as críticas e afirmou que a controvérsia está sendo explorada politicamente.
Segundo ele, a tentativa de transformar a homenagem em crise é “desproporcional”.