Greve na Argentina reúne sindicatos contra reforma de Milei; entenda

O movimento teve ampla adesão e provocou impactos significativos no transporte, no comércio e no setor aéreo em várias regiões do país
Redação NC News
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A Argentina viveu um dia de forte paralisação nesta quinta-feira (19) após sindicatos convocarem uma greve geral contra a reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Javier Milei.

O movimento teve ampla adesão e provocou impactos significativos no transporte, no comércio e no setor aéreo em várias regiões do país.

Transporte e comércio sentem os primeiros efeitos

Na capital Buenos Aires, o dia começou com serviços reduzidos e estabelecimentos fechados. O transporte público foi um dos setores mais afetados logo nas primeiras horas da mobilização.

A estatal Aerolíneas Argentinas anunciou o cancelamento de pelo menos 250 voos, o que deve prejudicar cerca de 30 mil passageiros. Outras companhias também registraram atrasos e suspensões em rotas nacionais e internacionais.

Protestos têm confronto com forças de segurança

Durante a manifestação na capital, houve momentos de tensão entre manifestantes e a polícia.

Agentes de segurança utilizaram gás lacrimogêneo e spray de pimenta para:

  • manter vias liberadas para veículos particulares;
  • impedir o avanço de marchas sindicais;
  • controlar a aproximação de grupos à Praça do Congresso.

O ato principal foi convocado nas proximidades do Parlamento, onde a proposta segue em discussão.

Entenda os pontos da reforma trabalhista

A proposta defendida pelo governo Milei é alvo de críticas de centrais sindicais e movimentos sociais. Entre as mudanças previstas estão:

  • facilitação das regras de contratação e demissão;
  • redução de valores de indenização por dispensa;
  • limites ao direito de greve;
  • aumento da jornada de trabalho;
  • restrições ao período de férias.

O texto já recebeu aval do Senado e agora é analisado pela Câmara dos Deputados da Argentina.

Presidente cumpre agenda internacional

Em meio ao clima de tensão interna, Javier Milei viajou aos Estados Unidos para participar de um evento internacional relacionado à Faixa de Gaza, iniciativa associada ao ex-presidente Donald Trump.

A expectativa é de que novas mobilizações possam ocorrer enquanto a reforma continua em tramitação no Congresso argentino.

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