Fim da reeleição vira trunfo político de Flávio Bolsonaro

No ano passado, a CCJ do Senado aprovou projeto que acaba com a reeleição no Executivo e fixa mandato único de cinco anos
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, avalia incluir em seu plano de governo a proposta de fim da reeleição para cargos executivos. Essa iniciativa visa sinalizar sua disposição em debater o assunto com o Congresso Nacional, caso seja eleito no pleito deste ano.

No ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado já havia aprovado um projeto que extingue a reeleição para o Poder Executivo, estabelecendo um mandato único de cinco anos.

Para os apoiadores, o fim da reeleição tornaria as disputas mais equilibradas. O autor do texto, senador Jorge Kajuru, argumenta que quem ocupa o cargo parte em vantagem, devido à maior exposição e ao acesso à estrutura da máquina pública.

O relator, senador Marcelo Castro, defende ainda que a unificação das eleições pode diminuir custos, reduzir o clima permanente de campanha e permitir que os governos concentrem esforços na execução de políticas públicas.

Em contraste, o presidente Lula (PT) manifestou-se contrário à proposta, mesmo que sua aplicação não fosse imediata.

Outras iniciativas

No que tange à formulação de seu programa de governo, Flávio tem buscado um economista de perfil liberal, com trânsito na Faria Lima, para auxiliar nas propostas econômicas. Adicionalmente, ele planeja incorporar pautas voltadas para minorias, em um esforço para moderar sua imagem pública e ampliar seu apelo eleitoral.

O PL tem incentivado o senador a realizar acenos concretos às mulheres e a desenvolver políticas de diversidade e inclusão. A avaliação interna é que essa abordagem pode atrair um eleitorado que demonstra resistência ao discurso mais conservador de seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro.

A estratégia central é apresentar Flávio como um herdeiro político, mas com uma postura pragmática, menos ideológica, e disposto a fazer concessões quando necessário.

*Com informações de CNN

 

Carregar Comentários