A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a analisar, nesta terça-feira (24), a ação penal que apura quem teria ordenado o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos em 2018 no Rio de Janeiro.
Durante a sessão, um detalhe inusitado chamou atenção: a defesa de um dos acusados citou um trecho de rap para sustentar sua argumentação.
Defesa aponta suposta rivalidade entre investigados
O advogado Igor Luiz Batista de Carvalho, que representa o ex-major Ronald Paulo de Alves Pereira, mencionou versos da música Vida Loka, Pt. 1, do grupo Racionais MC’s.
Segundo a defesa, a letra — que fala sobre inimigos — reforçaria a tese de que existe uma rixa entre Ronald e o delator Ronnie Lessa, apontado como executor do crime.
Para o advogado, essa suposta animosidade enfraqueceria a hipótese de que ambos teriam atuado juntos.
Ligação com Capitão Adriano entra no debate
A defesa também trouxe à discussão a relação de Ronald com Adriano da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano e apontado como líder do chamado Escritório do Crime.
De acordo com o argumento apresentado no STF, Lessa teria citado Ronald por enxergá-lo como aliado de Adriano, que seria seu adversário. A tese busca demonstrar inconsistências na delação.
Julgamento segue na Corte
A Primeira Turma do STF analisa a responsabilidade de cinco réus investigados como possíveis mandantes do atentado que teve grande repercussão nacional.
O processo continua em andamento e ainda não há decisão final do colegiado.