O cantor MC Negão Original, nome artístico de João Vitor Ribeiro, entrou no radar da Polícia Civil nesta terça-feira (24) durante a operação “Fim da Fábula”, que investiga um esquema nacional de golpes digitais.
Dois imóveis ligados ao artista no estado de São Paulo foram alvo de mandados de busca e apreensão.
Operação mira esquema que pode ter movimentado R$ 100 milhões
A ofensiva é coordenada pelo Departamento de Investigações Criminais de São Paulo (Deic), com apoio do Ministério Público de São Paulo.
Segundo as investigações, a organização criminosa teria estruturado um sistema financeiro para lavar recursos obtidos por meio de fraudes aplicadas em todo o país. O valor movimentado pode chegar a R$ 100 milhões.
Medidas judiciais cumpridas
- 120 mandados de busca e apreensão
- 53 mandados de prisão temporária
- bloqueio de bens e valores
- restrição de 86 contas bancárias
A decisão foi expedida pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital paulista.
Golpes digitais e uso de fintechs
Entre as fraudes apuradas estão:
- golpe do INSS
- falso advogado
- “mão fantasma”
- clonagem de cartões
- uso de plataformas de apostas e fintechs para ocultar valores
De acordo com os investigadores, o grupo atuava com divisão de funções e utilizava empresas de fachada e “laranjas” para esconder patrimônio.
Também foram identificados ao menos 36 imóveis e centenas de veículos e embarcações ligados aos suspeitos.
Quem é MC Negão Original?
Com forte presença nas redes sociais, MC Negão Original soma milhões de seguidores e ouvintes nas plataformas digitais.
No Spotify, o funkeiro ultrapassa 11 milhões de ouvintes mensais. Entre os sucessos mais conhecidos estão “Medley de Igaratá” e “Pirocada Quente”.
O álbum A Nata de Tudo – A Ovelha Negra chegou a liderar o ranking global de estreias da plataforma.
Trajetória marcada por polêmicas
Natural de São Paulo, o artista já declarou publicamente que teve envolvimento com o crime na juventude antes de se dedicar à música.
Em entrevistas anteriores, afirmou que buscou mudança de vida após experiências pessoais e religiosas.
Agora, o nome do funkeiro aparece vinculado à investigação que mobiliza cerca de 400 policiais e promotores em São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.
O que diz a defesa?
Até a última atualização da operação, não havia posicionamento oficial do cantor sobre as medidas judiciais.
A investigação segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades nos próximos dias.