As fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira provocaram ao menos 22 mortes em Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais. Diante da gravidade, a prefeitura de Juiz de Fora decretou situação de calamidade pública e suspendeu as aulas nesta terça-feira (24).
O temporal deixou um rastro de destruição, com deslizamentos, alagamentos e centenas de pessoas fora de casa.
Mortes e desaparecidos após as chuvas
Em Juiz de Fora, pelo menos 16 pessoas morreram e 45 seguem desaparecidas. Já em Ubá, a Polícia Militar confirmou seis óbitos, elevando o total para 22 vítimas nas duas cidades.
Entre os casos registrados em Ubá, uma das mortes foi causada por choque elétrico em área alagada com fio de alta tensão exposto.
Equipes de resgate seguem mobilizadas em busca de sobreviventes.
Cidade decreta calamidade pública
A prefeita Margarida Salomão classificou o cenário como crítico e afirmou que todas as equipes estão em campo.
“Estamos buscando salvar a vida de todo mundo”, declarou.
Com o decreto de calamidade, válido por 180 dias, o município pode solicitar recursos emergenciais dos governos estadual e federal. A administração também orientou moradores a evitarem deslocamentos desnecessários e autorizou trabalho remoto para servidores.
Número de desabrigados cresce
Segundo a prefeitura, ao menos 440 pessoas estão desabrigadas em Juiz de Fora. Somente na segunda-feira (23), foram atendidas 251 ocorrências relacionadas às chuvas.
Até o momento, há registro de cerca de 20 soterramentos na cidade.
Juiz de Fora enfrentou quase 200 milímetros de chuva em poucas horas, provocando:
- deslizamentos de terra
- alagamentos em mais de 10 pontos
- quedas de barreiras
- carros arrastados pela enxurrada
O acumulado de fevereiro já soma 460,4 milímetros — cerca de 270% acima do esperado para o mês — tornando este o fevereiro mais chuvoso da história do município.
Moradores relatam madrugada de medo
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram ruas cobertas de lama, veículos submersos e bairros severamente atingidos.
Moradores descrevem a madrugada como uma das mais difíceis já enfrentadas pela cidade.
As autoridades seguem monitorando áreas de risco e orientam que, em situações de emergência, a população acione a Defesa Civil pelo telefone 199.
A previsão é de que o trabalho de buscas e limpeza continue pelos próximos dias.