A morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, passou a ser investigada como suspeita após novas informações sobre o relacionamento com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53.
Dias antes de a vítima ser encontrada morta, o oficial teria gravado e enviado um vídeo chorando enquanto apontava uma arma para a própria cabeça.
Vídeo foi enviado após pedido de separação
Segundo relatos colhidos pela investigação, o vídeo foi gravado depois que Gisele manifestou a intenção de se separar. Nas imagens, o tenente-coronel aparece emocionalmente abalado, com olhos vermelhos e voz trêmula.
Em depoimento à Polícia Civil de São Paulo, a mãe da vítima afirmou que a filha vivia um relacionamento abusivo.
Família relata pressão psicológica
De acordo com a mãe, Marinalva Vieira, a policial chegou a ligar para os pais chorando dias antes da morte, dizendo que não suportava mais a pressão dentro de casa e pedindo para ser buscada.
Familiares também relataram que Gisele sofria restrições impostas pelo marido, como proibição de usar batom, perfume e salto alto.
Caso inicialmente foi tratado como suicídio
Gisele Alves Santana foi encontrada morta em 18 de fevereiro no apartamento onde morava, no bairro do Brás, região central de São Paulo.
A ocorrência foi registrada inicialmente como suicídio. No entanto, diante das novas informações sobre a dinâmica do relacionamento, o caso passou a ser tratado como morte suspeita pelas autoridades.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia pelo telefone 188, além de chat e e-mail. Procurar ajuda é um passo importante.
Sepultamento ocorreu na Grande São Paulo
O corpo da policial militar foi enterrado em 20 de fevereiro, em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo.
As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte.