O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta quarta-feira (25), os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
A ministra Cármen Lúcia seguiu o entendimento do relator Alexandre de Moraes e do ministro Cristiano Zanin, formando maioria pela condenação. O julgamento também teve o voto do presidente da Primeira Turma, Flávio Dino, que acompanhou os colegas.
Os ministros acolheram parcialmente a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Houve divergência apenas quanto à acusação de homicídio qualificado atribuída ao ex-delegado da Polícia Civil Rivaldo Barbosa, que também responde no processo.
Também foram condenados Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar apontado como executor do crime, e Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão acusado de acompanhar e repassar informações sobre a rotina da vereadora.
Voto de Moraes
Moraes afirmou que a ex-vereadora vinha confrontando interesses de milicianos no período em que foi morta.
Moraes também mencionou a delação do ex-sargento Ronnie Lessa, apontado como executor do crime, segundo a qual os mandantes não demonstravam preocupação com a repercussão do assassinato.