Base de Lula cobra estratégia mais moderada e reação nas redes sociais; entenda

Há proposta para endurecer o tom contra o crime, sem adotar o discurso mais radical defendido por setores da direita
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Assessores do presidente Lula no governo e no PT defendem uma mudança de rumo na pré-campanha, com uma estratégia mais voltada ao centro político. A ideia é ampliar o diálogo com o eleitorado moderado, considerado decisivo nas últimas eleições, sem abandonar pautas históricas do partido.

Entre os pontos levantados está a necessidade de um discurso mais firme sobre segurança pública. A avaliação interna é que o governo ainda não conseguiu convencer a população de que tem soluções concretas para o problema. A proposta seria endurecer o tom contra o crime, sem adotar o discurso mais radical defendido por setores da direita.

Outro desafio citado é a aproximação com o público evangélico. Interlocutores defendem ampliar o diálogo com lideranças como o deputado Otoni de Paula (MDB), e não apenas com aliados já próximos ao Planalto, como o deputado Henrique Vieira (Psol).

Também há críticas à comunicação digital do governo, considerada pouco eficiente no enfrentamento das narrativas da oposição. Episódios recentes nas redes sociais são apontados como exemplo da dificuldade de reação e organização da base governista.

Nos levantamentos internos, parlamentares ligados à oposição aparecem com forte desempenho nas redes, especialmente aliados de Flávio Bolsonaro (PL). Entre os nomes alinhados ao governo com melhor desempenho digital estão o deputado Guilherme Boulos e a ministra Gleisi Hoffmann.

Já entre os poucos nomes de centro ou centro-esquerda com destaque aparece a deputada Tabata Amaral (PSB), citada como exceção nos rankings analisados por interlocutores do Planalto.

*Com informações de CNN

 

 

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