Suspeito com tornozeleira é preso em operação contra golpes com perfis de deputados

Os criminosos usavam técnicas de falsificação digital, como e-mails, perfis e números falsos em aplicativos de mensagens
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quinta-feira (26), a segunda fase da Operação Falsa Tribuna, que apura a atuação de uma organização criminosa especializada em golpes virtuais com uso de perfis falsos de deputados e ex-deputados.

Segundo a investigação, os suspeitos criavam identidades falsas para enganar vítimas e solicitar transferências bancárias, principalmente por meio de Pix. Um dos investigados já foi preso.

Uma apuração indica que o preso foi condenado a 21 anos de reclusão por roubo e cumpria pena no regime semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica.

A operação foi coordenada pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (DCV/CORF), com apoio da Delegacia Especial de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de Goiás (PCGO). As ações ocorreram em Goiânia (GO), onde foram cumpridos dois mandados de prisão.

Como o golpe funcionava

De acordo com a PCDF, os investigados fazem parte de uma associação criminosa estruturada em diferentes núcleos e com outros integrantes envolvidos.

O grupo é suspeito de atuar com fraudes eletrônicas, estelionato e lavagem de dinheiro, utilizando perfis falsos de pessoas conhecidas das vítimas e também de autoridades públicas.

O uso da identidade de parlamentares aumentava a credibilidade das abordagens e facilitava a aplicação dos golpes.

Os criminosos utilizavam técnicas de falsificação digital, como a criação de contas falsas de e-mail, perfis em redes sociais e números em aplicativos de mensagens.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça do Distrito Federal, foram apreendidos celulares e outros materiais que serão submetidos à perícia.

Os investigados podem responder por falsa identidade, estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

*Com informações de Metrópoles 

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