Um dos quatro jovens denunciados por estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro, está vinculado ao Sport Club Humaitá. Trata-se de Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, que aparece como atleta da categoria Sub-20, segundo registros da Liga Niteroiense de Desportos.
O caso é investigado pela 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, responsável pelo inquérito.
Crime aconteceu em apartamento na Zona Sul do Rio
De acordo com as investigações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o crime ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um imóvel localizado na Rua Viveiros de Castro, em Copacabana.
A adolescente teria sido atraída ao local por um ex-namorado, também de 17 anos. Segundo o relato prestado à polícia, durante um encontro íntimo no quarto, outros quatro jovens entraram no cômodo e passaram a praticar atos sexuais sem consentimento, além de agressões físicas.
Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada e a saída do grupo cerca de uma hora depois.
Exame confirma lesões
Após o ocorrido, a vítima procurou a delegacia e formalizou o registro. O exame de corpo de delito apontou ferimentos compatíveis com violência física e sexual, incluindo lesões na região genital, presença de sangue no canal vaginal e hematomas em diferentes partes do corpo.
Com base nas provas reunidas, os quatro investigados foram indiciados por estupro com concurso de pessoas. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que ofereceu denúncia à Justiça. A Vara Criminal expediu mandados de prisão preventiva.
Suspeitos são considerados foragidos
No último fim de semana, a polícia realizou a operação “Não é Não” para tentar cumprir as ordens judiciais, mas os acusados não foram localizados e são considerados foragidos.
O Disque Denúncia divulgou cartaz com os nomes e fotos dos suspeitos para auxiliar nas buscas.
O adolescente de 17 anos envolvido no caso também é investigado, mas terá a conduta apurada pela Vara da Infância e da Juventude, conforme determina a legislação.
Troca de mensagens é analisada pela investigação
Conversas extraídas de aplicativos de mensagens fazem parte do processo. Segundo os autos, antes do encontro, o jovem teria informado que estava com amigos no apartamento e sugerido que a vítima convidasse alguém. Ela respondeu que tentaria chamar uma amiga, mas acabou indo sozinha.
A defesa de um dos denunciados sustenta que as mensagens indicariam ciência prévia sobre a presença de outras pessoas no local e nega que tenha havido violência.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro continua reunindo provas e apurando se há possíveis outras vítimas, após comentários surgirem nas redes sociais. Até agora, porém, apenas a denúncia formal registrada pela adolescente integra o processo.
As autoridades reforçam que informações sobre o paradeiro dos suspeitos podem ser repassadas de forma anônima ao Disque Denúncia.