O nome de Mojtaba Khamenei voltou ao centro do cenário político iraniano após a informações de que ele sobreviveu aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã.
Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, Mojtaba não estava em Teerã no momento do ataque que matou seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, além de integrantes de alto escalão do regime.
Sucessão no comando do Irã entra na reta final
A revelação ocorre às vésperas de uma decisão da Assembleia de Especialistas, colegiado formado por 88 líderes religiosos responsável por escolher o novo líder supremo iraniano.
Mojtaba é considerado há anos um dos nomes mais cotados para assumir o posto. Com a morte do pai em meio ao conflito armado, analistas avaliam que sua influência dentro da ala conservadora pode ter aumentado.
Quem é Mojtaba Khamenei?
Clérigo de nível intermediário, Mojtaba é descrito como uma figura influente nos bastidores da República Islâmica. Ele mantém relações próximas com a elite da Guarda Revolucionária do Irã, um dos pilares militares do regime.
Nascido em 1969, na cidade de Mashhad, ele cresceu durante o período de oposição de seu pai ao xá Mohammad Reza Pahlavi, antes da Revolução Islâmica de 1979.
Durante a Guerra Irã-Iraque, integrou batalhão ligado à Guarda Revolucionária, consolidando conexões que mais tarde fortaleceriam seu espaço político.
Ataque desencadeou guerra no Oriente Médio
Os bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel no último sábado (28) atingiram alvos estratégicos em Teerã e outras cidades iranianas. A ofensiva resultou na morte de Ali Khamenei, de 86 anos, além de autoridades militares e políticas.
O confronto evoluiu rapidamente para um conflito aberto entre Irã, EUA e Israel. Desde então, mísseis vêm sendo disparados contra território israelense e contra bases norte-americanas na região.
De acordo com o Crescente Vermelho iraniano, centenas de pessoas morreram desde o início dos ataques. Os Estados Unidos também confirmaram baixas militares.
Disputa pode redefinir poder no país
Quem assumir o cargo de líder supremo terá controle sobre as Forças Armadas iranianas e influência decisiva sobre o programa nuclear do país, incluindo estoques de urânio enriquecido.
A possível escolha de Mojtaba já foi alvo de críticas no passado, com opositores apontando risco de transformar o sistema teocrático em uma sucessão familiar indireta.
Com o cenário de guerra e tensão internacional, a decisão da Assembleia de Especialistas poderá redefinir os rumos políticos e militares do Irã nos próximos anos.