A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar o vazamento de conversas privadas supostamente extraídas de celulares apreendidos pela Polícia Federal (PF).
De acordo com os advogados, trechos de mensagens pessoais começaram a circular na imprensa antes mesmo de a defesa ter acesso integral ao conteúdo dos aparelhos.
Conversas teriam sido divulgadas sem acesso prévio da defesa
Segundo os representantes legais de Vorcaro, diversos diálogos atribuídos ao material apreendido passaram a ser divulgados publicamente nos últimos dias. As mensagens incluiriam conteúdos de caráter pessoal e supostos contatos com autoridades.
Os advogados afirmam que os dados foram coletados durante a Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025.
No entanto, a defesa argumenta que não teve acesso imediato ao espelhamento dos celulares, o que levanta questionamentos sobre como o material chegou ao conhecimento de terceiros.
Ministro Alexandre de Moraes nega troca de mensagens
Entre os diálogos mencionados nas reportagens, haveria uma suposta conversa com o ministro do STF Alexandre de Moraes no mesmo dia da primeira prisão do banqueiro.
Ao comentar o assunto ao jornal O Globo, Moraes afirmou que não recebeu qualquer mensagem e classificou a interpretação divulgada como falsa e direcionada a atacar o Supremo Tribunal Federal.
Defesa pede lista de pessoas que acessaram os dados
No pedido encaminhado ao STF, os advogados também solicitam que a Polícia Federal apresente a relação de todos os agentes ou servidores que tiveram acesso ao conteúdo dos celulares apreendidos.
A defesa sustenta que o controle sobre quem visualizou ou manipulou as informações é essencial para identificar a origem do possível vazamento.
Espelhamento dos celulares foi entregue em março
Ainda segundo os advogados, a cópia digital dos dados armazenados nos aparelhos só foi disponibilizada à defesa em 3 de março de 2026, meses após a apreensão realizada na operação.
O caso envolve o empresário, que é CEO do Banco Master, e segue sob análise da Corte.