Um vídeo divulgado nas redes sociais do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais emocionou internautas após o fim das buscas pelas vítimas do desabamento de um lar de idosos em Belo Horizonte.
As imagens mostram militares e equipes de apoio reunidos em oração após horas de trabalho no local da tragédia.
O colapso da estrutura ocorreu na madrugada de quinta-feira (5) e resultou na morte de 12 pessoas.
Vídeo mostra momento de oração após resgate
Nas imagens divulgadas pelos bombeiros, os profissionais aparecem reunidos e abraçados, fazendo uma oração ao final da operação de resgate. O gesto aconteceu após a retirada da última vítima dos escombros.
O momento ganhou grande repercussão nas redes sociais e foi visto como uma homenagem às vítimas e às famílias atingidas pela tragédia.
Quantas pessoas estavam no prédio
De acordo com as autoridades, 29 pessoas estavam no imóvel no momento do desabamento.
- 9 conseguiram sair sem ajuda ou com auxílio de vizinhos, pois estavam em uma parte da estrutura que não caiu;
- 8 foram retiradas com vida pelos bombeiros;
- 12 morreram em decorrência do desmoronamento.
Buscas duraram mais de 30 horas
As equipes de resgate trabalharam de forma contínua por cerca de 30 horas, desde o acionamento inicial até a retirada da última vítima na manhã de sexta-feira (6).
Durante toda a operação, os bombeiros utilizaram equipamentos de busca e técnicas de salvamento para localizar possíveis sobreviventes entre os escombros.
Como era o prédio que desabou
O imóvel abrigava a Casa de Repouso Pró-Vida e possuía três pavimentos e um subsolo. Além do lar para idosos, o espaço também concentrava outras atividades no mesmo endereço.
No local funcionavam:
- a casa de repouso para idosos;
- uma academia;
- um espaço de bronzeamento;
- a residência dos proprietários.
Investigação vai apontar causas do desabamento
As circunstâncias que levaram ao colapso da estrutura ainda estão sendo analisadas. A Polícia Civil de Minas Gerais deve conduzir a investigação para esclarecer o que provocou o desmoronamento.
A prefeitura informou que o estabelecimento possuía alvará de funcionamento válido até 2030 e que o alvará sanitário estava regular, após vistoria realizada em janeiro deste ano.
Ministério Público já apontava problemas no local
O Ministério Público de Minas Gerais informou que vinha tentando interditar o imóvel desde 2017. Segundo o órgão, ao menos dez inspeções identificaram irregularidades consideradas graves.
Entre os problemas apontados estavam questões relacionadas à segurança estrutural, condições de higiene, salubridade e habitabilidade.
As investigações continuam para determinar responsabilidades e esclarecer as causas do desabamento.