O Comando Central dos Estados Unidos emitiu neste domingo (8) um alerta direcionado à população do Irã, afirmando que o governo iraniano estaria colocando civis em risco ao utilizar áreas densamente povoadas para lançar drones e mísseis balísticos. Segundo os militares americanos, essa prática pode transformar regiões urbanas em potenciais alvos militares.
Em comunicado oficial, o comando afirmou que o uso de zonas civis para operações militares compromete a segurança da população.
“Essa decisão perigosa coloca em risco a vida de todos os civis no Irã, uma vez que locais usados para fins militares perdem o status de proteção e podem se tornar alvos militares legítimos sob o direito internacional”, diz o texto.

Céu de Teerã
De acordo com um oficial norte-americano, as forças armadas dos Estados Unidos identificaram vários episódios em que drones móveis ou mísseis balísticos teriam sido lançados a partir de regiões urbanas do território iraniano.
Entre as cidades mencionadas no alerta estão Dezful, Isfahan e Shiraz, apontadas como locais de onde teriam partido ataques recentes utilizando áreas com grande concentração de moradores.
A autoridade norte-americana ressaltou, porém, que o comunicado não significa necessariamente que os Estados Unidos estejam planejando ataques contra essas cidades. Ainda assim, o governo americano afirmou que não pode garantir a segurança de civis que estejam próximos de instalações ou locais utilizados para fins militares.
Segundo o oficial, o objetivo da mensagem também é demonstrar que as atividades do governo iraniano estão sendo monitoradas.

Teerã após ofensiva estadunidense e israelense.
A nota destaca ainda que a população iraniana deve estar ciente dos riscos envolvidos.
“As forças americanas instam veementemente os civis no Irã a permanecerem em casa”, afirma o comunicado. “O regime iraniano está colocando vidas inocentes em risco de forma consciente.”
O alerta ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã e países aliados do Ocidente no Oriente Médio, com aumento de operações militares e troca de ataques na região nos últimos dias.