Um levantamento da consultoria Agroicone aponta que 5,3 milhões de hectares de pastagens em pequenas propriedades rurais estão degradados nos estados de Mato Grosso e Pará. O estudo analisou imóveis de até quatro módulos fiscais registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
De acordo com a pesquisa, a degradação das áreas de pasto nessas propriedades não está ligada apenas a questões agronômicas. O diagnóstico aponta também fatores socioeconômicos, como dificuldade de acesso ao crédito rural e à assistência técnica, realidade comum entre produtores de menor porte.

Pasto devastado em MT
No Mato Grosso, a área total de pastagens degradadas chega a 10,1 milhões de hectares, distribuídos em 152,7 mil registros no CAR. Dentro desse universo, o estudo avaliou cerca de 103,3 mil propriedades com até quatro módulos fiscais e pelo menos um hectare de pasto, nas quais a degradação soma 2,6 milhões de hectares, o equivalente a 25,3% das áreas analisadas.
Já no Pará, o levantamento identificou 6,6 milhões de hectares de pastagens degradadas, espalhados por 276,7 mil registros no CAR. Entre as 203,8 mil propriedades de menor porte avaliadas, a área degradada chega a 2,7 milhões de hectares, representando 40,7% do total analisado no estado.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores utilizaram o IDR-CAR, ferramenta desenvolvida pela Agroicone para integrar dados ambientais e socioeconômicos a partir das informações declaradas no Cadastro Ambiental Rural.
A metodologia permite mapear o contexto territorial das áreas degradadas ao combinar variáveis como tipo de solo, renda dos produtores, infraestrutura local e acesso a políticas públicas, oferecendo um diagnóstico mais amplo sobre os fatores que influenciam a recuperação ou manutenção das pastagens.