Uma grande operação contra o crime organizado mobilizou forças de segurança na manhã desta quarta-feira (11) no interior de São Paulo. A ação mira integrantes da facção Comando Vermelho e já resultou em prisões, apreensões e no bloqueio de milhões em recursos ligados ao grupo.
A ofensiva é conduzida pela Polícia Civil do Estado de São Paulo em conjunto com o Ministério Público do Estado de São Paulo, que cumprem mandados judiciais em diferentes cidades da região.
Mandados de prisão e bloqueio milionário
Batizada de Operação Linea Rubra, a ação cumpre 19 mandados de prisão e 26 mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de 12 imóveis e R$ 33,6 milhões em contas bancárias ligadas ao grupo investigado.
As investigações apontam que a organização criminosa atuava principalmente na cidade de Rio Claro, utilizando a região como base para atividades ilícitas.
Segundo os investigadores, o grupo estaria envolvido em crimes como tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro e homicídios.
Disputa entre facções teria ampliado violência
De acordo com a apuração das autoridades, a escalada da violência em Rio Claro está relacionada à disputa territorial entre o grupo comandado por Anderson Ricardo de Menezes e integrantes do Primeiro Comando da Capital.
Essa rivalidade entre facções teria intensificado confrontos e execuções ligadas ao controle do tráfico na região.
Novo líder assumiu após operação anterior
Em 2023, uma operação conjunta das autoridades desarticulou a estrutura criminosa liderada por Magrelo. Após essa ação, outro integrante teria assumido a liderança do grupo.
Segundo as investigações, Leonardo Felipe Panono Scupin Calixto passou a ocupar posição estratégica dentro da organização e teria se aliado ao Comando Vermelho, tornando-se uma das principais lideranças da facção no interior paulista.
Ele segue foragido e é procurado por crimes ligados ao tráfico de drogas e homicídios.
Investigação aponta movimentação milionária
Os investigadores identificaram intensa movimentação financeira associada ao grupo criminoso. Registros bancários indicam que mais de R$ 1,19 milhão circularam em menos de um mês, valores que teriam origem no tráfico de entorpecentes e na venda ilegal de armas.
A polícia afirma que Bode seria responsável por coordenar a produção e distribuição de drogas em larga escala, além de gerenciar a logística de transporte e as finanças da organização.
Braço direito também é procurado
Outro nome apontado como peça-chave na estrutura criminosa é Luan Barbosa de Almeida Félix.
Segundo as autoridades, ele atuaria como responsável pela parte operacional e financeira do esquema, supervisionando a contabilidade clandestina e intermediando negociações de grande valor.
Assim como o suposto líder do grupo, ele também está foragido.
Prisões e veículos apreendidos
Até a última atualização da operação, cinco pessoas haviam sido presas em diferentes cidades do interior paulista, incluindo Rio Claro, Indaiatuba, São Carlos e Ribeirão Preto.
Além das detenções, 26 veículos ligados ao grupo investigado foram apreendidos durante a operação.
As investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e ampliar o cerco às atividades financeiras e logísticas da organização criminosa.