Plano de R$ 3,5 bilhões aposta na Amazônia para avanço em ciência e tecnologia

Medida busca reduzir desigualdades regionais no acesso a recursos para pesquisa e inovação
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O governo federal pretende ampliar os investimentos em ciência, tecnologia e inovação na região Norte, com foco especial em Manaus, um dos principais polos industriais e tecnológicos da Amazônia.

A estratégia foi destacada pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ao Grupo Norte de Comunicação, que comentou as ações para fortalecer o ecossistema científico da região.

Segundo a ministra, uma das principais políticas públicas adotadas pelo governo é reduzir as desigualdades regionais no acesso a recursos para pesquisa e inovação.

“A principal política pública de incentivo são os cortes de assimetria regional que  estão em tudo que é programa”, afirmou.

Entre os programas citados está o Proinfra, voltado para a ampliação da infraestrutura de pesquisa e financiado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A iniciativa também faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento.

“O Proinfra é o principal programa dos 12 programas do FNDCT. Ele está no PAC, inclusive, e trata exatamente da infraestrutura de pesquisa”, explicou.

De acordo com a ministra, o ecossistema de inovação de Manaus já vem sendo beneficiado por esses investimentos, tanto pela prioridade dada à redução das desigualdades regionais quanto pela capacidade científica instalada na cidade.

“O ecossistema de Manaus tem sido beneficiado, seja pelo corte de assimetria, seja pela capacidade e potência que é o ecossistema de Manaus”, disse.

Ela também ressaltou a importância da Zona Franca de Manaus para o desenvolvimento de indústrias de base tecnológica na região.

“Eu já estive na Zona Franca de Manaus algumas vezes e conheço muito também o ecossistema, principalmente das universidades e dos ICTs”, afirmou.

Outro destaque mencionado foi o programa ProAmazônia, criado para estimular projetos de ciência, tecnologia e inovação especificamente na região amazônica.

“Todos os programas têm um exclusivo só para a Amazônia, chama ProAmazônia. São R$ 3,5 bilhões de investimentos para exatamente aquecer as indústrias de base e a bioeconomia”, declarou.

Segundo a ministra, os recursos devem fortalecer tanto as empresas de base tecnológica quanto iniciativas ligadas à bioeconomia, ampliando oportunidades para pesquisadores, startups e instituições científicas da região amazônica.

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