F1 deve cancelar GPs do Bahrein e da Arábia Saudita

Corridas previstas para abril podem ser retiradas do calendário por causa da escalada do conflito no Oriente Médio.
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A Fórmula 1 deve cancelar os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, previstos para os dias 10 a 12 de abril e 17 a 19 de abril, respectivamente. A decisão ainda não foi oficializada, mas a categoria informou que deve divulgar um posicionamento definitivo em até 48 horas. A medida ocorre em meio à escalada da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que tem provocado instabilidade em diferentes áreas do Oriente Médio.

Segundo informações divulgadas por veículos internacionais, a organização da Fórmula 1 optou por suspender as duas etapas por questões de segurança diante da intensificação dos ataques militares na região. O conflito começou no fim de fevereiro e tem provocado impactos logísticos e riscos para eventos internacionais.

Foto: Steven Lee

Caso a decisão seja confirmada, as duas corridas não devem ser substituídas no calendário. Com isso, a temporada de 2026 passaria a ter 22 etapas, em vez das 24 inicialmente previstas. A Fórmula 1 ficaria sem corridas durante todo o mês de abril, situação que não ocorre desde 2020, quando a pandemia de COVID-19 afetou o calendário da categoria.

Alguns circuitos tradicionais chegaram a ser cogitados como possíveis substitutos, entre eles Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, na Itália, o Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, Portugal, e o Istanbul Park, na Turquia. No entanto, a possibilidade não avançou devido ao curto prazo para organização das etapas.

Desde o início da crise, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a própria Fórmula 1 vinham acompanhando os desdobramentos da situação no Oriente Médio. Tanto o Bahrein quanto a Arábia Saudita foram alvo de ataques iranianos em resposta às ofensivas militares de Estados Unidos e Israel.

No dia 28 de fevereiro, um míssil atingiu uma base naval norte-americana localizada a cerca de 30 quilômetros do Circuito Internacional do Bahrein, em Sakhir, palco do GP do Bahrein. Um teste de pneus da Pirelli que estava programado para a mesma data acabou cancelado. Além disso, explosões atingiram hotéis e afetaram a infraestrutura energética do país.

Os reflexos do conflito já foram sentidos no início da temporada. Durante o Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1, equipes enfrentaram dificuldades logísticas para transportar funcionários e equipamentos. A categoria precisou flexibilizar regras operacionais do paddock por causa da situação.

A escalada militar continuou ao longo de março. Na Arábia Saudita, dois civis morreram no dia 8 de março, após a queda de um projétil em uma área residencial da cidade de Al-Kharj. No dia seguinte, uma refinaria de petróleo no Bahrein também foi atingida por ataques.

A crise regional já afetou outros campeonatos do automobilismo. No início do mês, a FIA decidiu adiar a etapa do Campeonato Mundial de Endurance (WEC) que seria realizada no Circuito Internacional de Lusail, no Catar.

Por enquanto, o calendário da Fórmula 1 segue mantido para o restante da temporada. O Grande Prêmio do Catar, programado para 29 de novembro, continua previsto normalmente, assim como a corrida final do campeonato nos Emirados Árabes Unidos, marcada para 6 de dezembro.

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