As expectativas do mercado financeiro para a inflação voltaram a subir no Brasil. Dados divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central do Brasil mostram que a projeção para o índice oficial de preços em 2026 ultrapassou novamente a marca de 4%.
As informações foram divulgadas pelo Boletim Focus e repercutidas pelo Correio Braziliense.
Projeção para o IPCA volta a subir
De acordo com o relatório, a estimativa mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 passou de 3,91% para 4,10% em relação à semana anterior.
O aumento representa uma das maiores variações recentes nas previsões para o indicador. Para os anos seguintes, as projeções permaneceram estáveis:
- 2027: 3,8%
- 2028: 3,5%
- 2029: 3,5%
O IPCA é o principal índice utilizado para medir a inflação no país e serve como referência para decisões de política monetária.
Mercado eleva expectativa para a taxa Selic
O levantamento também apontou mudança nas projeções para a taxa básica de juros.
Segundo os analistas consultados, a expectativa para a Selic ao final de 2026 subiu de 12,13% para 12,25%, marcando a segunda semana consecutiva de alta nas estimativas.
Atualmente, a taxa básica está fixada em 15% ao ano, nível mantido desde junho de 2025.
Copom decide juros nesta semana
A nova definição sobre a taxa básica será tomada pelo Comitê de Política Monetária, que se reúne nesta terça-feira (17) e quarta-feira (18).
Parte do mercado financeiro aposta em um corte de 0,25 ponto percentual, caso o Banco Central avalie que há espaço para iniciar um processo gradual de redução dos juros.
PIB e dólar têm ajustes nas projeções
O Boletim Focus também trouxe pequenas revisões em outros indicadores econômicos.
A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 avançou levemente, passando de 1,82% para 1,83%.
Já as previsões para o câmbio registraram leve queda:
- Dólar em 2026: de R$ 5,41 para R$ 5,40
- Dólar em 2027: de R$ 5,50 para R$ 5,47
Mercado acompanha decisões do Banco Central
As projeções reunidas pelo Banco Central são acompanhadas de perto por investidores, economistas e agentes do mercado, pois ajudam a indicar tendências para inflação, juros e crescimento econômico.
Com a reunião do Copom marcada para esta semana, as expectativas se voltam para os próximos passos da política monetária no país.