Israel projeta mais três semanas de guerra contra o Irã enquanto ataques ampliam tensão no Oriente Médio

O conflito envolvendo Israel e Irã segue se intensificando e já entra na terceira semana sem previsão de cessar-fogo
Redação NC News
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O conflito envolvendo Israel e Irã segue se intensificando e já entra na terceira semana sem previsão de cessar-fogo. Nesta segunda-feira (16), segundo informações da Reuters, autoridades israelenses afirmaram que possuem planejamento militar para manter as operações por pelo menos mais três semanas.

Durante a madrugada, novos bombardeios atingiram diferentes regiões do território iraniano, enquanto Teerã respondeu com ataques de drones e mísseis que ampliaram a instabilidade em todo o Oriente Médio.

Ataques atingem cidades iranianas e deixam mortos

De acordo com agências de notícias iranianas, bombardeios atingiram áreas da província de Markazi, no centro do país. Pelo menos cinco pessoas morreram e outras sete ficaram feridas após ataques aéreos registrados em áreas residenciais.

Relatos também apontam danos em construções nas cidades de Arak, Mahallat e Khomein. Em alguns casos, edifícios residenciais e até uma escola foram atingidos.

As Forças de Defesa de Israel confirmaram operações militares em cidades estratégicas como Teerã, Shiraz e Tabriz, alegando que os alvos fazem parte da infraestrutura militar e de segurança do governo iraniano.

Equipes de resgate trabalham entre os escombros de prédios atingidos na capital iraniana em busca de sobreviventes.

Israel diz ter milhares de alvos no Irã

Segundo o porta-voz militar israelense, o tenente-coronel Nadav Shoshani, o objetivo da ofensiva é enfraquecer a capacidade do regime iraniano de ameaçar o território israelense.

Entre os principais alvos estariam:

  • instalações nucleares
  • bases de mísseis balísticos
  • estruturas ligadas à segurança do regime

O militar afirmou que ainda existem milhares de objetivos estratégicos identificados dentro do território iraniano.

Irã reage com drones e ataques contra bases americanas

Em resposta às ofensivas, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter lançado ataques contra áreas em Tel Aviv e também contra bases militares dos Estados Unidos na região.

Entre os alvos citados estão:

  • base aérea de Al-Dhafra, em Abu Dhabi
  • base naval norte-americana no Bahrein
  • base aérea Sheikh Issa

Drones também foram lançados contra instalações nos Emirados Árabes Unidos, ampliando o alcance do conflito.

Ataque fecha aeroporto de Dubai e atinge porto de petróleo

Um ataque com drone nas proximidades do Aeroporto Internacional de Dubai provocou a suspensão temporária de voos em um dos aeroportos mais movimentados do mundo.

Outro ataque atingiu o porto petrolífero de Fujairah, importante ponto de exportação de petróleo no Golfo de Omã. A operação de carregamento de petróleo foi interrompida após o incidente.

A infraestrutura é responsável pelo escoamento de parte significativa do petróleo Murban dos Emirados Árabes Unidos.

Estreito de Ormuz vira foco da crise energética

O conflito também provocou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito comercializado no mundo.

Com a interrupção do tráfego, os preços internacionais do petróleo voltaram a subir e ultrapassaram a marca de US$ 100 por barril, elevando preocupações com inflação global.

Trump pressiona aliados para reabrir rota marítima

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu a formação de uma coalizão internacional para garantir a segurança da navegação na região.

Segundo ele, países que dependem fortemente do petróleo do Golfo deveriam ajudar a proteger o estreito.

Entre os países citados estão:

  • China
  • França
  • Japão
  • Coreia do Sul
  • Reino Unido

Apesar do apelo, vários governos demonstraram cautela quanto a uma eventual participação militar direta.

Países aliados evitam entrar na guerra

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o Reino Unido pretende colaborar diplomaticamente para reabrir a rota marítima, mas não pretende entrar em um conflito mais amplo.

Outros países também descartaram envolvimento militar direto. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, declarou que o conflito não é responsabilidade do país.

Japão e Austrália também indicaram que não pretendem enviar forças navais para a região.

Conflito também se estende ao Líbano e Gaza

Enquanto mantém ataques contra o Irã, Israel continua combatendo grupos aliados de Teerã em outras frentes.

Operações militares seguem em áreas do sul do Líbano contra o Hezbollah e na Faixa de Gaza contra o Hamas.

Segundo o Exército israelense, tropas iniciaram novas operações terrestres limitadas contra posições do Hezbollah na região.

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