O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16) que considera uma “honra” a possibilidade de assumir o controle de Cuba. Durante uma coletiva no Salão Oval da Casa Branca, o republicano utilizou um tom incisivo ao comentar a situação da ilha, sugerindo que possui liberdade para decidir o destino do país vizinho, que atravessa uma crise severa.
As declarações foram dadas em resposta a jornalistas sobre a postura de Washington diante do agravamento da crise em Havana. Trump definiu Cuba como uma “nação falida” e desprovida de recursos básicos. O posicionamento ocorre em um momento crítico: desde o início de 2026, os EUA mantêm um bloqueio naval rigoroso que impede a chegada de combustíveis à ilha, aprofundando o isolamento do regime cubano.

“Libertar ou conquistar”
Ao ser questionado sobre suas intenções reais, o presidente americano foi direto:
“Eu realmente acho que seria uma honra para mim tomar Cuba. Seria ótimo”, disse Trump.
Ele completou afirmando que poderia “libertá-la ou conquistá-la” e que acredita ter autonomia para agir conforme desejar em relação ao território cubano. Trump justificou sua visão crítica alegando que o país “não tem dinheiro, não tem petróleo, não tem nada”.
Colapso em Havana
A fala do presidente coincide com o anúncio oficial do governo de Cuba nesta segunda-feira, admitindo um colapso energético total. Sem a entrada de petróleo devido ao cerco da Marinha americana, o regime declarou ser incapaz de fornecer eletricidade à população, o que gera um cenário de apagão generalizado e instabilidade social.

Até o fechamento desta reportagem, o governo cubano não havia respondido formalmente às declarações de Trump sobre a “conquista” da ilha.